É o bicho!

Era do Gelo: espécie de tigre pesava 400 kg e tinha presas de 28 cm

Com presas enormes, o Smilodon populator, maior tigre-dente-de-sabre registrado, viveu durante o Pleistoceno e podia chegar até aos 400 kg

atualizado

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Wikimedia Commons/CC BY 4.0
tigre dente de sabre
1 de 1 tigre dente de sabre - Foto: Wikimedia Commons/CC BY 4.0

Quem assistiu ao clássico infantil A Era do Gelo conhece muito bem o tigre-dente-de-sabre, representado pelo personagem Diego na animação. O que muita gente não deve saber é que o desenho é fiel à vida real: a espécie realmente existiu no Pleistoceno — conhecido, por sinal, como Era do Gelo.

Durante esse período, o chamado Smilodon populator, reconhecido pela ciência como o maior representante desses tigres, viveu nas Américas. O mais surpreendente sobre ele é o porte corporal, com um peso que podia chegar até aos 400 kg, e os notáveis caninos superiores.

O que se sabe

Apesar de ter nome de tigre, o Smilodon não era como os que conhecemos atualmente. O felino extinto era parte do grupo dos machairodontíneos, uma linhagem com forte desenvolvimento dos caninos — no animal, essa estrutura atingiu o máximo já conhecido na literatura científica.

tigre dente de sabre
Representação da espécie em obra no Museu Americano de História Natural

Em registros fósseis, pesquisadores já observaram dentes com até 28 centímetros, muito documentados em crânios preservados. Além disso, a partir de análises baseadas em ossos, foi possível notar que ele tinha peso corporal muito superior ao de qualquer felino moderno e até de espécies do mesmo grupo, como Smilodon fatalis e o Smilodon gracilis.

O material preservado foi o que garantiu detalhes anatômicos mais precisos sobre o predador. A proporção do crânio e a musculatura cervical desenvolvida foram características que permitiram o uso dos grandes caninos, o que fez dele um dos principais carnívoros terrestres daquele tempo.

Distribuição geográfica

No continente sul-americano, fósseis relacionados ao animal foram achados em países como Argentina, Bolívia, Venezuela, Chile, Brasil, Paraguai e Uruguai. Ou seja, isso significa que o Smilodon vivia em diferentes ambientes durante o Pleistoceno.

Falando sobre o Brasil, a espécie tem grande importância histórica na paleontologia. Os achados em cavernas e depósitos sedimentares fazem parte das primeiras coleções científicas sobre mamíferos fósseis do país, o que coloca o território nacional como parte da megafauna da América do Sul.

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