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Era do Gelo: espécie de tigre pesava 400 kg e tinha presas de 28 cm
Com presas enormes, o Smilodon populator, maior tigre-dente-de-sabre registrado, viveu durante o Pleistoceno e podia chegar até aos 400 kg
atualizado
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Quem assistiu ao clássico infantil A Era do Gelo conhece muito bem o tigre-dente-de-sabre, representado pelo personagem Diego na animação. O que muita gente não deve saber é que o desenho é fiel à vida real: a espécie realmente existiu no Pleistoceno — conhecido, por sinal, como Era do Gelo.
Durante esse período, o chamado Smilodon populator, reconhecido pela ciência como o maior representante desses tigres, viveu nas Américas. O mais surpreendente sobre ele é o porte corporal, com um peso que podia chegar até aos 400 kg, e os notáveis caninos superiores.
O que se sabe
Apesar de ter nome de tigre, o Smilodon não era como os que conhecemos atualmente. O felino extinto era parte do grupo dos machairodontíneos, uma linhagem com forte desenvolvimento dos caninos — no animal, essa estrutura atingiu o máximo já conhecido na literatura científica.

Em registros fósseis, pesquisadores já observaram dentes com até 28 centímetros, muito documentados em crânios preservados. Além disso, a partir de análises baseadas em ossos, foi possível notar que ele tinha peso corporal muito superior ao de qualquer felino moderno e até de espécies do mesmo grupo, como Smilodon fatalis e o Smilodon gracilis.
O material preservado foi o que garantiu detalhes anatômicos mais precisos sobre o predador. A proporção do crânio e a musculatura cervical desenvolvida foram características que permitiram o uso dos grandes caninos, o que fez dele um dos principais carnívoros terrestres daquele tempo.
Distribuição geográfica
No continente sul-americano, fósseis relacionados ao animal foram achados em países como Argentina, Bolívia, Venezuela, Chile, Brasil, Paraguai e Uruguai. Ou seja, isso significa que o Smilodon vivia em diferentes ambientes durante o Pleistoceno.
Falando sobre o Brasil, a espécie tem grande importância histórica na paleontologia. Os achados em cavernas e depósitos sedimentares fazem parte das primeiras coleções científicas sobre mamíferos fósseis do país, o que coloca o território nacional como parte da megafauna da América do Sul.
