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Caramujos podem intoxicar cães: veja riscos e como proteger seu pet
Os caramujos podem transmitir parasitas perigosos; controle do quintal e coleta manual estão entre as principais ações de prevenção
atualizado
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Comuns em jardins e quintais, especialmente em períodos chuvosos, caramujos e lesmas podem representar um risco silencioso para a saúde dos cães. Segundo o biólogo Fabiano Soares, esses moluscos podem transmitir parasitas capazes de causar desde problemas respiratórios até alterações neurológicas graves nos animais, muitas vezes sem que os tutores associem os sintomas à exposição no ambiente doméstico.
Entenda
- Caramujos transmitem parasitas: moluscos podem carregar Angiostrongylus, que afeta pulmões e sistema nervoso dos cães.
- Sintomas nem sempre são associados ao contato: tosse, fraqueza e convulsões podem surgir dias após o animal brincar ou mastigar um caramujo.
- Ambiente úmido favorece a infestação: jardins mal drenados, com muita vegetação e entulho atraem caramujos e lesmas.
- Controle deve ser seguro para os pets: coleta manual é a melhor opção de prevenção; produtos químicos devem ser usados com cautela.

Principais riscos e sinais de alerta
De acordo com o especialista, caramujos podem carregar parasitas do gênero Angiostrongylus, cujo ciclo envolve ratos como hospedeiros definitivos e os moluscos como intermediários. Quando um cão mastiga ou ingere um caramujo contaminado, as larvas entram no organismo e podem migrar para pulmões, vasos sanguíneos e até o sistema nervoso central.
“O grande problema é que os sintomas costumam aparecer dias depois, e quase ninguém relaciona o quadro clínico ao contato do cachorro com um caramujo no quintal”, explica Fabiano.
Tosse persistente, falta de ar, fraqueza, convulsões e alterações neurológicas estão entre os sinais que podem surgir, podendo evoluir para casos graves e até fatais.
Dicas para afastar e eliminar caramujos
O biólogo destaca que o ambiente é decisivo para a presença desses moluscos. Jardins com excesso de umidade, vegetação densa e pouca incidência de sol criam as condições ideais para caramujos e lesmas.
“Eles buscam locais úmidos, escuros e com abrigo. Quanto mais desorganizado o quintal, maior a chance de infestação”, afirma Fabiano Soares.
Entre as principais medidas preventivas estão manter a grama sempre aparada, melhorar a drenagem do solo, evitar o acúmulo de arbustos densos e eliminar entulhos como garrafas, potes, pedaços de cano e outros objetos que possam servir de esconderijo.

Para o controle direto, Fabiano aponta a coleta manual como a forma mais eficaz e segura. A recomendação é recolher os caramujos, colocá-los em sacos e utilizar água sanitária ou álcool para eliminá-los. O melhor horário para a catação é à noite ou em dias chuvosos, quando os animais estão mais ativos.
O uso de produtos químicos exige atenção redobrada. Lesmicidas à base de metaldeído devem ser evitados, pois são tóxicos para cães. Caso seja necessário utilizar algum produto, o indicado é optar por fórmulas à base de fosfato férrico, consideradas mais seguras, ainda assim com uso moderado.










