metropoles.com

Meio ambiente: quantidade de calor nos oceanos bate recorde em 2025

Estudo diz que calor absorvido pelos oceanos em 2025 é comparável a cerca de 200 vezes toda a eletricidade consumida globalmente em 2023

atualizado

metropoles.com

Compartilhar notícia

Andrew Merry/Getty Images
Imagem mostra sol refletindo nos ocenaos - Metrópoles
1 de 1 Imagem mostra sol refletindo nos ocenaos - Metrópoles - Foto: Andrew Merry/Getty Images

2025 foi o ano em que os oceanos globais acumularam a maior quantidade de calor desde o início das medições modernas, por volta de 1955. É o que afirma um novo estudo que contou com a participação de mais de 50 cientistas internacionais e foi liderado pela Academia Chinesa de Ciências. Os resultados foram publicados na revista científica Advances in Atmospheric Science nesta sexta-feira (9/1).

De acordo com os pesquisadores, o oceano absorveu 23 zettajoules de calor no ano passado – uma unidade de energia utilizada para medir quantidades gigantescas na ciência climática. Para se ter uma ideia, a quantidade é comparável a cerca de 200 vezes toda a eletricidade consumida globalmente em 2023. 

“O oceano está mais quente do que nunca. Estamos caminhando para um planeta muito diferente – será que realmente queremos isso?”, alerta o coautor do artigo, Kevin Trenberth, em comunicado.

Medição do calor nos oceanos

Para chegar aos resultados, os pesquisadores utilizaram informações de diferentes fontes ligadas a dados sobre a saúde dos oceanos, incluindo do Instituto de Física Atmosférica da Academia Chinesa de Ciências; da Copernicus Marine, da União Europeia; e do Centro Nacional de Informação Ambiental da NOAA, dos Estados Unidos.

Juntos, os dados abrangem a Ásia, a Europa e as Américas e fornecem um panorama completo sobre a elevação da temperatura nos oceanos.

Ao analisar as informações, foi identificada a maior quantidade de calor armazenada nos oceanos já registrada, com aquecimento mais acentuado no Pacífico Norte, no Oceano Antártico e no Atlântico Sul, responsável por banhar o Brasil.

Os resultados mostraram um leve resfriamento da superfície oceânica em comparação a 2023 e 2024 devido à transição de El Niño para La Niña ocorrida há dois anos atrás, fenômeno climático responsável pelo resfriamento do oceano. No entanto, a queda foi tão pequena que não conseguiu se refletir na porção completa da água, que continuou sentindo o calor aumentar.

Riscos do aquecimento dos oceanos

O oceano atua como um regulador essencial para o clima terrestre ao absorver a maior parte do calor e do dióxido de carbono (CO2) do planeta. Assim, ele distribui a energia, tornando a temperatura do planeta mais equilibrada.

O problema é quando os níveis de absorção ultrapassam os limites aceitáveis. Com as águas oceânicas mais quentes, aumenta o risco da elevação do nível do mar, através do derretimento das geleiras. O aquecimento também provoca chuvas mais intensas, ciclones tropicais mais fortes e ondas de calor mais severas.

Além disso, o clima com temperatura elevada ameaça a sobrevivência da vida marinha por meio da acidificação da água, diminuição do oxigênio e branqueamento de corais.

Para os pesquisadores, a constatação do aumento só reforça a importância de antecipar os compromissos climáticos a fim de zerar a emissão de gases de efeito estufa, os principais responsáveis pelo aquecimento dos oceanos.

Quais assuntos você deseja receber?

Ícone de sino para notificações

Parece que seu browser não está permitindo notificações. Siga os passos a baixo para habilitá-las:

1.

Ícone de ajustes do navegador

Mais opções no Google Chrome

2.

Ícone de configurações

Configurações

3.

Configurações do site

4.

Ícone de sino para notificações

Notificações

5.

Ícone de alternância ligado para notificações

Os sites podem pedir para enviar notificações

metropoles.comNotícias Gerais

Você quer ficar por dentro das notícias mais importantes e receber notificações em tempo real?