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Seu gato é rabugento? Especialista revela 6 sinais de confiança e amor
Conhecidos como introspectivos e independentes, os gatos têm uma forma singular de criar laços e demonstrar amor. Especialista revela sinais
atualizado
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Os gatos são conhecidos por serem animais de estimação mais discretos e independentes. Por conta disso, alguns tutores não se identificam e dizem preferir os cachorros — que costumam ser mais enérgicos e apegados aos donos. No entanto, ao contrário do que muita gente pensa, essa percepção sobre a personalidade dos bichanos não está totalmente correta.
De acordo com estudos sobre comportamento animal, os felinos podem sim criar vínculos seguros e duradouros com seus donos, mesmo que não demonstrem a todo tempo. Para desvendar melhor o jeito curioso dos peludos, a coluna É o Bicho! conversou com um especialista.
Confira!
De onde surgiu a percepção
João Paulo Lacerda, docente de medicina veterinária, explica que a ideia de que gatos são totalmente independentes surgiu a partir de observações superficiais e comparações diretas com os cães.
Porém, esses animais foram moldados de formas bem diferentes. Enquanto os cachorros evoluíram em grupos, os bichanos sobreviviam e caçavam sozinhos. “Isso não significa ausência de vínculo, e sim uma forma diferente de se relacionar.”
Amor nos pequenos gestos
O especialista também comenta que os felinos — mesmo os mais rabugentos — constroem laços afetivos por meio de pequenos comportamentos no dia a dia.

Confira alguns sinais, segundo ele, que representam carinho e confiança para os bichanos:
- Dormir próximo ou deitar no colo;
- Acompanhar o tutor pela casa;
- Ronronar durante interações;
- Recepcionar o dono na porta;
- Piscar lento;
- Encostar a cabeça.
João Paulo ainda acrescenta o hábito de trazer “presentes”, mesmo que sejam insetos. De acordo com ele, essa é uma tentativa de comunicação, e não apenas um instinto. Por outro lado, menciona que é preciso ter cuidado com interpretações equivocadas sobre os gestos.
“Um erro comum é interpretar o comportamento felino com um olhar humano. Oferecer a barriga, por exemplo, nem sempre significa que o gato quer carinho”, afirma o docente do Centro Universitário de João Pessoa (Unipê).

Necessidades emocionais
O profissional também declara que, muitas vezes, o comportamento menos sociável tem relação com necessidades emocionais negligenciadas.
Segundo João Paulo, para manter o bem-estar dos felinos é preciso garantir uma rotina previsível, interação social e enriquecimento ambiental. Além disso, arranhadores, brinquedos interativos, esconderijos, locais elevados e redução de cheiros fortes ajudam a diminuir o estresse e alterações de humor.
Entender a linguagem corporal do pet também auxilia a manejá-los. De forma geral, a cauda pode representar algumas emoções: ereta com a ponta relaxada indica felicidade e movimentos leves podem sinalizar estresse. Orelhas para frente costumam estar associadas à curiosidade e achatadas se relacionam com medo e irritação. Por último, o corpo arqueado, geralmente, sinaliza ameaça.
Para além do humor, os estímulos emocionais têm influência na saúde física, já que o estresse crônico pode levar a problemas urinários, agressividade, lambedura excessiva e eliminação inadequada de fezes e urina. “Esses comportamentos não são ‘birra’, mas sinais claros de que algo no ambiente ou rotina precisa ser ajustado”, conclui.








