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Castração: 6 dicas para entender o que muda no comportamento dos pets
Embora muito discutida, a castração ainda gera dúvidas entre os tutores. Expert comenta seis dicas associadas ao comportamento dos pets
atualizado
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Entre os tutores de cães e gatos, a castração é um dos temas mais comentados. No Brasil, dados do Sistema do Cadastro Nacional de Animais Domésticos (SinPatinhas) indicam que 52% dos animais registrados são castrados. Embora muito conhecido, o procedimento ainda gera uma série de dúvidas, principalmente associadas à mudança de comportamento nos pets.
Não resolve tudo
André Cavalieri, especialista em comportamento animal, explica que a castração é uma aliada do importante do bem-estar dos peludos, mas não deve ser vista como uma solução isolada para questões comportamentais.
Por conta disso, ele acrescenta que um pet que vive sem direcionamento, estressado ou sem enriquecimento ambiental pode continuar apresentando ansiedade e outras condutas problemáticas mesmo após o procedimento.
Entenda os impactos
A seguir, o especialista comenta seis pontos importantes sobre os impactos da castração:
- Fugas: em cães e gatos, é comum observar redução nas fugas por busca de parceiros, devido a diminuição da ação hormonal.
- Marcação de território: principalmente em machos, a testosterona influencia atitudes como disputa territorial e marcação com urina. Sem o estímulo hormonal, há uma redução desses comportamentos.
- Intensidade: em muitos casos, os animais também ficam menos reativos em situações específicas ligadas à competitividade hormonal.
- Comportamento: algumas questões têm origem emocional, como medo, insegurança, falta de socialização ou manejo inadequado. Por isso, apenas castrar não resolve automaticamente problemas comportamentais já consolidados.
- Personalidade: o amigo de quatro patas continua tendo sua essência, nível de energia e características individuais. O procedimento não muda completamente a personalidade.
- Rotina: mesmo castrados, cães e gatos precisam de estímulos físicos e mentais para manter equilíbrio emocional e qualidade de vida.

“A castração pode contribuir para uma convivência mais tranquila principalmente ao reduzir comportamentos impulsivos ligados à reprodução, como fugas, marcação excessiva e disputas territoriais. Mas o principal ponto é entender que qualidade de vida vem do conjunto: saúde física, emocional e ambiental caminham juntas”, conclui o profissional da Dog Corner.









