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Confira 6 sinais de que o pet está sofrendo com a ansiedade do tutor
Os pets ajudam a melhorar a ansiedade e o estresse dos tutores. Expert revela, porém, que eles também são impactados com as emoções humanas
atualizado
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Todo mundo sabe que ter um pet é sinônimo de conforto e alegria. Com um dom natural para o companheirismo, eles conseguem transformar a rotina apenas por estarem presentes na casa. O que muita gente não sabe é que os animais de estimação podem, além de melhorar os quadros, absorver sintomas de ansiedade e estresse dos tutores.
Peludos absorvem as emoções
André Cavalieri, especialista em comportamento animal, explica que os pets, principalmente os cães, mostram alterações comportamentais sincronizadas com os seus responsáveis.
Os animais podem, inclusive, captar certos indícios no dia a dia. “Eles leem pistas verbais, tonais e corporais e regulam seu comportamento conforme o humano. Isso aparece como resposta ao tom de voz, busca de proximidade quando o dono está triste ou ansioso, imitação de expressões corporais (postura tensa) e aumento de alerta quando o dono demonstra medo ou raiva.”

De acordo com o profissional, em situações de separação — como em casos de rotina de trabalho e viagens — os pets também sofrem alterações de comportamento. A intensidade da reação depende do vínculo, da previsibilidade da rotina e de estímulos, seja com passeios ou com enriquecimento ambiental.
Sinais de alerta
O especialista lista alguns exemplos de mudanças que os responsáveis devem ficar atentos:

- Ansiedade de separação (choros e latidos persistentes).
- Destruição de objetos.
- Eliminação de urina e fezes fora do local adequado.
- Depressão reativa (apatia e diminuição de apetite).
- Inquietação e lambedura excessiva.
- Comportamento mais apegado ou evitativo ao dono.
Como resolver
André destaca que para evitar que o pet sofra de ansiedade e estresse é fundamental adotar medidas preventivas. Uma delas pode ser colocar o pet para conviver com outros animais, como no caso de creches. “Os benefícios incluem socialização controlada, gasto energético, enriquecimento e redução da ansiedade em cães sociáveis.”

No entanto, o especialista da Dog Corner faz um alerta: “Alguns animais podem se sentir sobrecarregados por muitas interações ou por encontros inadequados. Fatores que favorecem resultados positivos incluem seleção cuidadosa de grupos por temperamento e porte, supervisão qualificada, espaços adequados e rotina estruturada.”
Caso o tutor perceba que o pet está sendo impactado pela rotina ou pelo seu estado emocional, a recomendação é clara: “Procurar um profissional, veterinário ou comportamentalista, para plano de intervenção com rotina previsível, exercícios, enriquecimento, treino de dessensibilização e, se necessário, suporte farmacológico”, conclui.








