
Claudia MeirelesColunas

“Pochete” persistente pode ser sintoma dessas 5 doenças, diz endócrino
A “pochete” persistente pode indicar desde alterações metabólicas até inflamação crônica e risco aumentado de doenças cardiovasculares
atualizado
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Entre as mulheres, a gordura abdominal ou a famosa “pochete” é considerada uma das mais difíceis de ser eliminada do corpo. Mais que uma queixa estética, esse acúmulo persistente de gordura pode denunciar problemas de saúde como doenças crônicas e risco cardiovascular.
A endocrinologista Jacy Alves explica que gordura abdominal passa a ser sinal de alerta quando vem acompanhada de aumento progressivo da circunferência da cintura, dificuldade para perder peso, cansaço frequente ou alterações metabólicas.
“Existe uma relação entre esse excesso de gordura corporal e processos inflamatórios crônicos que impactam articulações e bem-estar geral”, alerta a médica.

Entre as condições associadas estão doenças como:
- Diabetes tipo 2;
- Hipertensão arterial;
- Colesterol alto;
- Síndrome metabólica;
- Gordura no fígado;
Como avaliar se a “pochete” representa um risco à saúde
Para avaliar se esse excesso de gordura abdominal é prejudicial à saúde, uma avaliação simples pode conseguir mensurar circunferência abdominal, índice de massa corporal e relação cintura-quadril.
“Exames de sangue ajudam bastante, incluindo glicemia, hemoglobina glicada, colesterol, triglicerídeos e função hepática. A depender do caso, ultrassonografia abdominal pode investigar gordura no fígado e composição da região”, explica.

Como “tratar” a gordura abdominal
De acordo com a endocrinologista Jacy Alves, a alimentação equilibrada, atividade física regular, sono adequado e controle do estresse são suficientes para diminuir a gordura abdominal e melhorar os marcadores metabólicos em pacientes sem doença pré-existente.

“Quando há quadro de obesidade, diabetes, hipertensão, alterações hormonais ou dificuldade persistente para emagrecer, pode ser necessário tratamento médico, que inclui acompanhamento multiprofissional, medicamentos e, em situações selecionadas, cirurgia bariátrica”, finaliza a médica.
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