Claudia Meireles

Gastroenterologista explica por que diagnóstico de vermes é um desafio

Mestra pela Unicamp, a gastroenterologista Maria Júlia Colossi detalha a dificuldade de fazer o diagnóstico da contaminação por vermes

atualizado

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Ilustração de bactéria H. pylori no interior do estômago - Metrópoles
1 de 1 Ilustração de bactéria H. pylori no interior do estômago - Metrópoles - Foto: NEMES LASZLO/SCIENCE PHOTO LIBRARY/Getty Images

Membro titular da Federação Brasileira de Gastroenterologia (FBG) e da Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva (Sobed), a gastroenterologista Maria Júlia Colossi destaca que as parasitoses são um “grave problema de saúde pública no Brasil”. A médica salienta que o diagnóstico para a contaminação por vermes é “um desafio.”

A especialista em endoscopia digestiva explica que o diagnóstico pode ser firmado por meio de exames de fezes; entretanto, há intercorrências nesse processo. “A positividade desses testes depende da carga de vermes que a pessoa carrega”, atesta a mestra pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

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Os vermes se alojam no intestino
Dor abdominal, diarreia com sangue e problemas obstrutivos no intestino são alguns dos sintomas da contaminação
A médica explica porque o diagnóstico de vermes é um desafio
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A médica explica porque o diagnóstico de vermes é um desafio

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Os vermes se alojam no intestino
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Os vermes se alojam no intestino

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Dor abdominal, diarreia com sangue e problemas obstrutivos no intestino são alguns dos sintomas da contaminação
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Dor abdominal, diarreia com sangue e problemas obstrutivos no intestino são alguns dos sintomas da contaminação

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Maria Júlia argumenta que ovos e cistos de vermes são eliminados em níveis variados, ao longo de horários e dias diferentes. “Isso gera falsos negativos”, pontua.

A gastroenterologista esclarece: “A acurácia [medida de quão próximo um valor obtido está do valor verdadeiro] aumenta com a coleta em vários dias seguidos e com técnicas diferentes, somadas. Mesmo assim, por ser o Brasil endêmico, e por entraves pessoais dos próprios pacientes em conseguirem coletar fezes tantos dias seguidos, idealmente três, frequentemente optamos por tratar empiricamente, sem exames, os parasitas mais comuns”.

De acordo com a especialista em colonoscopia, o tratamento costuma combinar medicamentos antimicrobianos e antiparasitários, o que promovem cobertura ampla. “A decisão de tratar deve ser sempre feita com ponderação, por um médico discutindo as melhores estratégias com seu paciente”, orienta.

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