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Nefrologista cita o que os picos de glicose podem provocar nos rins
O nefrologista Lúcio Maurício Isoni detalha as condições desencadeadas nos rins em decorrência da glicose elevada com frequência
atualizado
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Os rins são responsáveis por quatro funções, sendo a principal a eliminação de toxinas do sangue por um sistema de filtração, conforme detalha a Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN). Esses órgãos também atuam na regulação da formação do sangue e dos ossos, além de equilibrar a pressão sanguínea. Outro papel envolve o controle do balanço químico e de líquidos do corpo.
A coluna Claudia Meireles questionou o nefrologista Lúcio Maurício Isoni para saber: como os picos de glicose afetam o funcionamento dos rins? De acordo com o coordenador de nefrologia do Hospital Santa Lúcia Norte (HSLN), de Brasília (DF), o corpo em condições saudáveis tem capacidade de controlar o aumento do açúcar no sangue.
Médico do programa NefroSanta, o especialista frisa que os picos de glicose tendem a ocorrer em situações de exagero dietético, predisposição e até uma diabetes instalada. “Os perigos são passar mal com tonturas e enjoos agudamente. Já a médio e longo prazos, o indivíduo pode desenvolver diabetes propriamente dita”, esclarece.
Lúcio Maurício esclarece que a glicose elevada com frequência, ou seja, a hiperglicemia gera um estado de hiperfiltração nos rins e, consequentemente, “força” esses órgãos do sistema digestório. O nefrologista acrescenta sobre esse quadro ocasionar um cenário de inflamação sistêmica que predispõe a várias outras doenças.

Segundo o especialista, os picos de glicose podem provocar nos rins: “A médio e longo prazos, gera o risco de desenvolver diabetes, obesidade, colesterol elevado, aterosclerose (placas de gordura nas artérias) e aumento do risco cardiovascular, podendo levar a infarto e acidente vascular cerebral (AVC).”
Ao concluir, o nefrologista ressalta que agudamente a hiperglicemia gera um estado de hiperfiltração e isso obriga os rins a trabalharem mais. “Em um período de tempo, pode acontecer a perda da função e, consequentemente, a necessidade de terapia renal substitutiva como a hemodiálise”, finaliza o médico.

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