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Claudia Meireles

Ortopedista cita maior erro alimentar que compromete a saúde dos ossos

O ortopedista e traumatologista Fabrício Cardoso Leão explica sobre como esse padrão alimentar prejudica a saúde dos ossos. Confira

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Foto colorida de mulher segurando a maquete de ossos da perna - Metrópoles

Responsáveis pela sustentação do corpo e proteção de órgãos vitais, os ossos permitem o movimento do corpo, armazenam diversos minerais e contribuem para a produção de células sanguíneas. Diante de tantas funções primordiais, é preciso manter saudável essa estrutura formada por mais de 200 “peças”. Entretanto, um erro alimentar pode comprometer a saúde óssea, conforme enfatiza o ortopedista e traumatologista Fabrício Cardoso Leão.

Médico do Hospital Mater Dei Goiânia, o especialista argumenta que a baixa ingestão de cálcio e vitamina D associada ao consumo excessivo de alimentos ultraprocessados, ricos em sódio, açúcar e fosfato, prejudica a saúde dos ossos. “É o maior erro alimentar atual”, considera. Ele explica que esse padrão alimentar moderno cria um ambiente desfavorável ao metabolismo ósseo, mesmo em pessoas jovens.

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Ossos fracos não doem até fraturar
Perda de autonomia funcional com o envelhecimento resulta da baixa ingestão de cálcio e vitamina D
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Comidas ultraprocessadas tendem a aumentar a inflamação do corpo
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Comidas ultraprocessadas tendem a aumentar a inflamação do corpo

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Ossos fracos não doem até fraturar
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Ossos fracos não doem até fraturar

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Perda de autonomia funcional com o envelhecimento resulta da baixa ingestão de cálcio e vitamina D
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Perda de autonomia funcional com o envelhecimento resulta da baixa ingestão de cálcio e vitamina D

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Renata Angerami/Getty Images

Segundo o ortopedista, as consequências desse hábito a curto prazo são a redução da densidade mineral dos ossos e maior fadiga muscular e dores ósseas difusas, além do aumento do risco de lesões por esforço e fraturas por trauma leve.

De acordo com Fabrício, os resultados de permanecer com esse padrão alimentar a longo prazo são os quadros de osteoporose e de osteopenia precoce, condição que vem a ser a perda gradual da massa óssea.

Outros efeitos decorrentes dessa alimentação envolvem fraturas mais frequentes e de maior recuperação. Também ocorre a perda de autonomia funcional com o envelhecimento. “Há o maior risco de quedas e complicações ortopédicas graves”, alerta.

Foto colorida de lata de refrigerante cola e copo da bebida - Metrópoles
Os refrigerantes de cola devem ser evitados por afetarem os ossos

“Ossos fracos não doem até fraturar. O dano é silencioso”, garante o ortopedista. Ele aconselha fazer algumas mudança na alimentação com o objetivo de proteger e fortalecer esses órgãos.

“Priorize fontes de cálcio, como leite, queijos e vegetais verdes-escuros”, diz. Ele frisa sobre a importância da exposição solar adequada. “Somente quando indicado, faça o uso da suplementação de vitamina D”, instrui.

O especialista recomenda consumir proteínas de qualidade por serem fundamentais para a “matriz óssea”. Deve-se incluir nas refeições alimentos ricos em magnésio e vitamina K por auxiliarem na fixação do cálcio nos ossos. O médico sugere reduzir a ingestão de opções ultraprocessadas, excesso de sal e refrigerantes, especialmente os de cola. Ele aponta como perigoso a adoção de dietas restritivas sem orientação.

Imagem mostra mulher com os braços para cima recebendo a luz do sol - Metrópoles
A exposição solar beneficia o fortalecimento dos ossos

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