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Fígado em colapso: hepatologista lista prejuízos para a saúde
A médica Natália Trevizoli alerta sobre como o mau funcionamento do fígado prejudica o organismo e desencadeia problemas de saúde
atualizado
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Em entrevista anterior à coluna Claudia Meireles, a hepatologista Natália Trevizoli explicou o que mais tende a provocar o colapso do fígado. A importante glândula do sistema digestório soma mais de 500 funções e, por isso, quando não funciona adequadamente, desencadeia um desequilíbrio do organismo.
De acordo com a médica do Hospital Santa Lúcia, de Brasília (DF), um fígado em colapso leva à falência de múltiplos sistemas do organismo. “O paciente pode apresentar distúrbios graves da coagulação, infecções, sangramentos, insuficiência renal, desnutrição, alterações neurológicas e risco elevado de morte”, menciona.
A gastroenterologista pontua que, em muitos casos, o transplante de fígado se torna “a única opção de tratamento”. Conforme explica Natália, o principal sinal dado pelo corpo de que o fígado não está em pleno funcionamento costuma ser a icterícia, que causa amarelamento da pele e dos olhos, indicando acúmulo de bilirrubina.
Outro indício da falência do órgão é o inchaço abdominal e nas pernas, causado pela retenção de líquidos e pela queda da produção de proteínas pelo fígado. “Também pode ser consequência do aumento da pressão da veia porta, isto é, a veia que leva sangue ao fígado junto com a artéria hepática”, esclarece a hepatologista.
A especialista aponta as alterações neurológicas — confusão mental, sonolência excessiva ou até coma — como mais um sinal do corpo em relação ao colapso do fígado. “Esses efeitos são decorrentes do acúmulo de toxinas no sangue (encefalopatia hepática). Esses sinais indicam falência do órgão e exigem avaliação médica imediata”, conclui.

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