
Claudia MeirelesColunas

Nutricionista revela o limite saudável de chocolate na Páscoa
Celebrada neste domingo (5/4), a Páscoa pode se tornar uma “desculpa” para comer muito chocolate; saiba qual o limite saudável para consumo
atualizado
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A Páscoa, comemorada neste domingo (5/4), é um momento de celebração, encontros e mesas fartas — quase sempre acompanhadas de muito chocolate. Nesse cenário, o entusiasmo do feriado pode levar a exageros. Para ajudar os leitores a manterem a saúde em dia, o nutricionista Matheus Maestralle revela a quantidade “saudável” para aproveitar as sobremesas.
Em entrevista, o especialista reflete sobre o hábito das pessoas de aproveitarem o momento especial para se “esbaldar” em chocolate. Segundo ele, o consumo irrestrito sobrecarrega o organismo — e os efeitos costumam aparecer rapidamente.

“O consumo excessivo de chocolate, especialmente os mais ricos em açúcar e gordura, pode acabar trazendo efeitos colaterais indesejados, como desconfortos gastrointestinais, aumento da glicose, retenção de líquidos e sensação de fadiga. Em pessoas mais sensíveis, o exagero pode ainda desencadear acne e uma piora da qualidade do sono“, alerta Maestralle.
Nutricionista revela o limite “saudável” na hora de comer chocolate
Como em tudo na vida, o nutricionista reforça que o segredo para manter a qualidade de vida está na moderação, e não na restrição completa das delícias açúcaradas.

No caso do chocolate, Matheus Maestralle revela que a quantidade ideal para manter os índices de saúde é de 20 a 30 gramas por dia. “O equivalente a dois ou três quadradinhos. Isso já é suficiente para aproveitar sem grandes impactos metabólicos”, complementa.
Outro ponto que ele chama a atenção é sobre o consumo contínuo ao longo do dia. “Fracionar pequenas porções e consumir como sobremesa após uma refeição completa, como o almoço, pode ser uma estratégia mais equilibrada”, acrescenta.
Saiba como fazer melhores escolhas na Páscoa
A quem deseja consumir chocolate com mais consciência, a escolha na hora das compras faz diferença. Segundo Mateus, versões com maior teor de cacau são as mais interessantes para aproveitar o feriado sem “culpa”.
“Os chocolates 70% são as melhores opções, pois contêm menos açúcar e mais compostos bioativos, como os flavonoides, com ação antioxidante”, explica.

Já as versões diet, muitas vezes vistas como mais saudáveis, exigem atenção. “Apesar de não conter açúcar, o chocolate diet costuma ter maior teor de gordura para compensar o sabor, o que pode torná-lo mais calórico. Não necessariamente é mais saudável, sendo indicado em casos específicos, como para diabéticos, sempre com orientação”, ressalta.
O mais interessante, segundo ele, continua sendo os doces com menos ingredientes possíveis e, no caso dos ovos de Páscoa, com maior percentual de cacau. “É importante verificar se tem açúcar, leite e conservantes”, emenda.
Como reduzir os impactos da comilança
Buscando ajudar a diminuir os impactos do exagero, Matheus Maestralle aconselha adotar algumas medidas simples na ceia de Páscoa. “O melhor é garantir uma alimentação equilibrada durante a confraternização, priorizar refeições ricas em fibras e proteínas e evitar ‘beliscar’. Manter a hidratação também ajuda a minimizar os efeitos”, garante.

Depois que feriado passa, há quem aposte em dietas restritivas como forma de “compensação”. Para o especialista, a prática traz prejuízos ao organismo.
“Dietas muito restritivas após exageros tendem a gerar um efeito rebote, aumentando a compulsão alimentar e dificultando a adesão a longo prazo. O mais eficaz é retomar a rotina equilibrada, sem compensações extremas”, conclui.
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