Claudia Meireles

Nutri explica quando dieta hiperproteica pode oferecer riscos à saúde

A dieta hiperproteica é a queridinha entre pacientes que buscam aliar perda de peso e ganho de massa magra

atualizado

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Foto colorida de alimentos em recipientes coloridos sobre mesa branca - Frutas, legumes e proteínas de qualidade costumam ser a base de dietas indicadas em fases de recuperação - Metrópoles
1 de 1 Foto colorida de alimentos em recipientes coloridos sobre mesa branca - Frutas, legumes e proteínas de qualidade costumam ser a base de dietas indicadas em fases de recuperação - Metrópoles - Foto: fcafotodigital / Getty Images

A dieta hiperproteica é  uma tendência entre pessoas que buscam melhores resultados estéticos por serem capazes de proporcionar uma combinação de emagrecimento, aumento de saciedade e ganho e preservação de massa muscular. Entretanto, a rotina alimentar não é segura para todos e pode afetar a saúde do organismo a longo prazo.

Segundo a Organização Mundial da Saúde, a ingestão diária recomendada de proteína para adultos saudáveis é de cerca de 0,8 kg por quilo de peso corporal. Na prática clínica, conforme destaca a nutricionista Josimara Paiva à coluna, 1,2 kg de proteína por peso corporal é uma quantidade considerada elevada.

“Valores como esse já são classificados como hiperproteicos, o que não é necessariamente prejudicial, desde que haja uma indicação adequada para o aumento do consumo de proteína no dia a dia”, elucida a nutricionista.
Foto colorida de carnes em cima da balança - Saiba como o excesso de proteína pode prejudicar o seu corpo devido a dietas hiperproteicas - Metrópoles
Consumir proteína acima do necessário favorece sede intensa, distensão abdominal e mudanças no trânsito intestinal

Sintomas prejudiciais da dieta hiperproteica

O consumo elevado de proteína raramente causa sintomas imediatos. Por isso, a profissional destaca a importância de um acompanhamento profissional e realização de exames laboratoriais, como ureia e creatinina séricas, taxa de filtração glomerular (TFG) e proteinúria — que analisa a presença de proteína na urina.

“Em alguns casos, podem surgir sinais indiretos, como desconforto gastrointestinal ou halitose, especialmente quando a dieta também restringe carboidratos”, pontua Josimara Paiva.
Imagem mostra vários alimentos ricos em proteínas dispostos em uma mesa, alimentos fazem parte da dieta hiperproteica - Metrópoles
A dieta hiperproteica precisa ser ajustada com cautela e para objetivos específicos

Pacientes com doenças pré-existentes ou perfis metabólicos desfavoráveis exigem maior atenção como hipertensão arterial não controlada; doença renal ou histórico familiar relevante; diabetes; e idosos com declínio natural da função renal. “Nesses pacientes, o consumo elevado de proteínas pode acelerar a progressão da doença renal crônica“, alerta.

Como equilibrar as proteínas na dieta

Para não exagerar na quantidade, a nutricionista destaca que o segredo está no contexto da dieta.

“Um plano alimentar saudável deve distribuir a ingestão proteica ao longo do dia, incluindo fontes variadas entre proteínas animais e vegetais, equilibrando com carboidratos complexos e gorduras saudáveis e um consumo adequado de fibras, vitaminas e minerais”, garante.

O consumo de proteínas recomendado pela OMS é de 0,8 kg por quilo de proteína

Ela destaca que a dieta hiperproteica deve ser ajustada conforme objetivos como emagrecimento ou hipertrofia e sempre com acompanhamento de nutricionistas e médicos especialistas.

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