Claudia Meireles

Nefrologista responde se a diabetes pode causar insuficiência renal

De acordo com o médico, o controle da diabetes pode ser um fator de prevenção para a saúde dos rins

atualizado

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Ilustração de rins, órgão pode parar de funcionar pela diabetes - Metrópoles
1 de 1 Ilustração de rins, órgão pode parar de funcionar pela diabetes - Metrópoles - Foto: magicmine/Getty Images

Em meio ao sedentarismo e ao consumo excessivo de industrializados, a diabetes é uma das doenças que mais crescem no Brasil. De acordo com dados do Vigitel, sistema do Ministério da Saúde, entre 2006 e 2025, a doença subiu 135%. Fator de risco para as doenças cardiovasculares, a diabetes pode acometer a saúde dos rins. 

O nefrologista Jadilson Pereira Júnior, do Hospital São Lucas Copacabana, explica que quando a diabetes está mal controlada, o corpo pode entrar em estado de hiperglicemia, o que compromete a função real.

“Essa glicose elevada danifica as unidades funcionais dos rins responsáveis por filtrar o sangue, os glomérulos. Com o dano progressivo, os rins perdem a capacidade de filtrar toxinas e excesso de líquidos, podendo evoluir para a chamada insuficiência renal crônica”, alerta o médico.

Esse processo é conhecido como nefropatia diabética e, nos estágios inicias, pode não apresentar nenhum sintoma.

Rins transplante doação de órgãos
Os rins são órgãos responsáveis por filtrar o sangue, removendo toxinas que circulam no corpo

Exames laboratoriais pode indicar comprometimento dos rins em decorrência da diabetes

O controle da diabetes minimiza os riscos de evolução da doença, bem como o monitoramento por exames laboratoriais que quantificam a dosagem da creatinina no sangue, e também o valor da albumina na urina. “Eles são fundamentais para o diagnóstico precoce”, garante o médico.

Ilustração colorida de rins humano - Metrópoles
Comumente assintomático nas fases iniciais, o comprometimento dos rins pode ser diagnosticado a partir de exames laboratoriais

Com a progressão da doença, os sintomas que podem surgir variam entre edemas na região das pernas, tornozelos e ao redor dos olhos; diminuição ou alteração no volume urinário; e urina espumosa. “Sintomas como cansaço excessivo, falta de apetite, náuseas e gosto metálico na boca são indicativos de comprometimento do órgão”, garante.

Prevenção da doença

Para além de um controle rigoroso da glicemia, o nefrologista Jadilson Pereira Júnior pontua cuidados como redução no consumo de sal, tabagismo e controle da pressão arterial.

“O paciente precisa se atentar à prática de atividade física regular, manter o controle de peso e evitar o uso indiscriminado de medicamentos que possam agredir os rins, como os anti-inflamatórios”, garante.

Foto colorida de mulher treinando - Metrópoles
A prática de exercícios físicos ajuda a controlar os níveis de glicose no sangue

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