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Claudia Meireles

Dor crônica: médico ensina como controlar desconfortos no dia a dia

A dor crônica não significa uma sentença, ter um bom acompanhamento e ter alguns cuidados ajuda a controlar a dor, destaca o ortopedista

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Mulher sentada no sofá sofrendo de dor no pescoço. Conceito de dor crônica. Metrópoles

Não é necessário procurar muito para se deparar com uma pessoa que conviva com uma dor crônica: na coluna, nos ombros ou até mesmo no joelho. Por mais que a persistência do incômodo acabe por colocar o paciente em um modo de “dá pra aguentar”, as dores crônicas podem impactar diretamente a qualidade de vida, o sono, a mobilidade e até a saúde emocional.

Médico ortopedista, Luiz Felipe Carvalho explica que diferente de uma dor aguda — que tende a desaparecer em poucos dias — a dor crônica é aquela que persiste por mais de três meses e que exige uma abordagem contínua para controle e melhora funciona.

“A dor crônica não significa uma sentença imutável. Ter um acompanhamento adequado e adotar alguns cuidados diários ajuda a controlar a dor e melhorar a qualidade de vida do paciente”, explica o especialista.

Diagnóstico e movimento

Independentemente do local, o médico destaca que o primeiro passo é um acompanhamento, que permite identificar agravamentos e ajustar terapias quando necessário. Em outros casos, se manter ativo pode ser a solução para minimizar os desconfortos.

“Exercícios adequados ajudam a fortalecer a musculatura, melhorar a mobilidade e reduzir a rigidez articular. Atividades de baixo impacto costumam ser recomendadas, sempre com orientação profissional. Movimentar-se de forma segura é essencial para evitar piora do quadro”, defende.

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A prática de exercícios físicos continua ajuda o corpo a se manter competente no combate de doenças

Postura e sono

Posturas inadequadas, especialmente durante longos períodos sentado ou em frente ao computador, podem intensificar a dor — especialmente na região da lombar e dos ombros. “Ajustes ergonômicos no trabalho e em casa fazem diferença no controle dos sintomas. Pequenas mudanças na rotina ajudam a reduzir sobrecarga nas articulações”, recomenda Luiz Felipe Carvalho.

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A qualidade sono também influencia na sensibilidade do corpo à dor

A qualidade do descanso é outro cuidado crucial para quem convive com dores crônicas, visto que o sono inadequado aumentam a sensibilidade à dor.

“Criar uma rotina regular, manter horários consistentes e investir em um ambiente confortável são hábitos que contribuem para a recuperação do organismo, porque o corpo precisa desse período”, pontua o médico.

Emoções podem intensificar a dor crônica

Aspectos emocionais influenciam diretamente a percepção da dor. Ansiedade e estresse podem intensificar os sintomas, tornando o quadro mais difícil de controlar. Por isso, estratégias como técnicas de relaxamento e atividades que promovam bem-estar podem complementar o tratamento.

“A abordagem da dor crônica precisa ser global. Quando o paciente cuida do corpo e da mente, os resultados costumam ser mais eficazes”, conclui Luiz Felipe Carvalho.
Foto de mulher sentada no chão perto de um sofá - Metrópoles
Cuidados mentais e corporais devem ser integrados para quem convive com dores crônicas

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