
Claudia MeirelesColunas

Médica cita os alimentos que mais prejudicam a microbiota intestinal
A coloproctologista Aline Amaro lista os alimentos considerados “vilões” da microbiota intestinal, ecossistema formado por micro-organismos
atualizado
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O equilíbrio da microbiota intestinal é conhecido como eubiose. Manter esse ambiente composto por micro-organismos em harmonia é fundamental para a manutenção da saúde, por auxiliar na digestão, produção de vitaminas e regulação do sistema imunológico. Entretanto, o consumo de determinados alimentos afeta a flora do intestino. A coloproctologista Aline Amaro, de Brasília (DF), declara que os produtos ultraprocessados estão entre os maiores “vilões” desse ecossistema.
A especialista explica que os ultraprocessados incluem refrigerantes, embutidos, salgadinhos industrializados e refeições prontas congeladas. “Essas opções costumam ter excesso de aditivos químicos, conservantes, gordura de baixa qualidade e açúcar”, lista a médica. Ela complementa que também são “pobres em fibras”, nutrientes que são “justamente o alimento das bactérias boas do intestino”.
Presentes em ultraprocessados, alguns emulsificantes, corantes e conservantes têm sido estudados em razão do potencial de alterar a barreira de proteção intestinal e interferir diretamente no equilíbrio da microbiota. De acordo com a coloproctologista, manter esse padrão alimentar ao longo do tempo favorece o desequilíbrio da flora do intestino. “Reduz a diversidade de bactérias benéficas e aumenta processos inflamatórios no organismo”, alega Aline.
A médica endossa: “Não significa que um alimento isolado irá ‘destruir’ o intestino, mas sim que o padrão alimentar repetido ao longo do tempo tende a contribuir para a inflamação crônica, piora da imunidade intestinal e até para o aumento do risco de doenças metabólicas e intestinais”. A especialista argumenta que a flora intestinal depende bastante do que é consumido diariamente.
Conforme Aline Amaro, quando a alimentação é pobre em fibras naturais, frutas, vegetais e alimentos minimamente processados, as bactérias benéficas perdem espaço, enquanto os micro-organismos associados à inflamação acabam predominando nesse ecossistema.

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