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Claudia Meireles

Nefrologista explica como evitar que a hipertensão afete os rins

Hipertensão e doenças renais estão correlacionadas e podem levar à casos de insuficiência renal crônica

Getty Images
Profissional de saúde mulher medindo pressão arterial de mulher idosa para averiguar hipertensão - Cardiologistas explicam quais são os principais sinais de pressão alta - Metrópoles

Estima-se que 30% da população brasileira conviva com hipertensão. Os dados fazem parte da pesquisa Vigitel, do Ministério da Saúde, e revelam outro recorte ainda mais preocupante: metade dessas pessoas não sabem que têm a doença. Além de aumentar o risco de infarto, AVC e outras condições cardiovasculares, a hipertensão representa também uma ameaça para os rins.

De acordo com o nefrologista Jadilson Pereira Júnior, do Hospital São Lucas Copacabana, a hipertensão está entre as principais causas de doença renal crônica assim como de insuficiência renal.

Monitoramento da pressão arterial. Metrópoles
A pressão alta acontece devido a uma combinação de fatores genéticos e estilo de vida, incluindo obesidade, sedentarismo, rotinas alimentares pouco saudáveis, tabagismo, excesso de álcool e estresse
“A hipertensão arterial acelera o dano aos vasos dos rins e a perda da função renal. Ao mesmo tempo, rins já comprometidos contribuem para a elevação da pressão, criando um ciclo prejudicial para o paciente”, explica o médico.

Outro ponto de atenção é que a pressão alta costuma afetar os glomérulos — estruturas responsáveis pela filtragem do sangue —, o que intensifica ainda mais esse ciclo vicioso entre as duas doenças. “O controle e o monitoramento da pressão são estratégias essenciais para preservar a função renal e reduzir complicações cardiovasculares”, reforça o médico.

Ilustração de rins, órgão pode parar de funcionar pela diabetes - Metrópoles
A hipertensão pode afetar a capacidade dos rins de filtrar o sangue

Hipertensão e doença renal podem ser monitoradas

Nos estágios iniciais, a insuficiência renal costuma ser silenciosa. Ainda assim, a pressão arterial elevada e de difícil controle pode ser um dos primeiros sinais de alerta, garante o médico. O diagnóstico precoce, fundamental para evitar a progressão do quadro, pode ser feito por meio de exames simples.

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“Exames laboratoriais, como a dosagem de creatinina no sangue e de albumina na urina, são fundamentais para identificar precocemente alterações na função renal”, destaca o especialista.
Foto colorida de maquete do interior do corpo humano e dedo apontado para os rins - Metrópoles
A doença renal costuma estar acompanhada de condições cardiovasculares como a hipertensão

À medida que a doença avança, podem surgir sintomas como inchaço nas pernas, tornozelos e ao redor dos olhos, além de urina mais espumosa — um indicativo de perda de proteínas pela urina.

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