O que o consumo de vinho faz pelos rins e pela pressão arterial
Os benefícios do vinho para a saúde são atribuídos principalmente a compostos bioativos, como polifenóis e resveratrol
atualizado
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O consumo moderado de vinho pode trazer benefícios à saúde, principalmente a cardiovascular. Porém, a bebida também tem sido associada, em alguns estudos observacionais, a menor risco de doença renal crônica e na redução da pressão arterial. Vale citar, entretanto, que a ingestão do líquido não substitui hábitos saudáveis nem tratamentos médicos, e que deve ser feito com extrema moderação.
Ao Metrópoles, o nutricionista Alex Feitoza explica que esses benefícios são atribuídos principalmente aos compostos bioativos do vinho, como polifenóis e resveratrol.
“Em relação à proteção dos rins, essas substâncias atuam como propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias, podendo contribuir para a proteção vascular e renal”, diz Alex.
Os mesmos nutrientes contribuem para a redução da pressão arterial, afirma o professor de nutrição da Estácio e líder de preceptorias em nutrição na FMU. “Os polifenóis podem melhorar a função dos vasos sanguíneos e aumentar a produção de óxido nítrico. Isso favorece a vasodilatação e, potencialmente, a redução da pressão arterial.”
Atenção
Apesar dos benefícios, o etanol Alex Feitoza alerta que o álcool presente no vinho pode exercer efeitos prejudiciais, especialmente quando o consumo é mais frequente ou em maiores quantidades.
“Por isso, as diretrizes atuais não recomendam o vinho como estratégia terapêutica para proteção dos rins e controle da pressão arterial, já que os potenciais benefícios dependem da dose e do contexto clínico, e não superam os riscos associados ao consumo de álcool.”
Limites seguros de consumo
De acordo com o nutricionista, as recomendações atuais das principais associações, como a American Heart Association, European Society of Cardiology e a World Health Organization, são cada vez mais cautelosas em relação ao consumo de vinho, inclusive o tinto.
Embora alguns estudos observacionais associem o consumo leve de vinho tinto a possíveis benefícios cardiovasculares, não há evidências suficientes para recomendá-lo como estratégia terapêutica.
“Para quem já consome, a orientação é limitar a ingestão a até uma taça por dia para mulheres e até duas para homens, preferencialmente junto às refeições”, orienta.
Ainda assim, o profissional ressalta que as diretrizes reforçam que não existe nível totalmente seguro de consumo de álcool, e que os compostos bioativos presentes no vinho também podem ser obtidos por meio de alimentos como uvas, frutas vermelhas e outros vegetais.































