Uma taça de vinho pode aumentar a gordura corporal? A ciência responde
Estudo associa apenas uma taça de vinho ou um copo de cerveja por dia a mudanças na distribuição de gordura no corpo e riscos à saúde
atualizado
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Uma nova pesquisa publicada internacionalmente analisou o impacto do consumo regular de bebidas alcoólicas, como uma taça de vinho ou um copo de cerveja por dia sobre a distribuição de gordura no organismo. Os resultados levantam um alerta relevante para quem considera esse hábito “inofensivo”.
Os especialistas descobriram que mesmo níveis relativamente modestos de consumo — equivalentes a uma bebida alcoólica por dia — podem estar associados a um aumento no acúmulo de gordura visceral, o tipo de gordura que se instala em torno dos órgãos internos e está ligado a condições como diabetes tipo 2 e doenças cardiovasculares. Essa gordura é considerada mais perigosa para a saúde do que a gordura subcutânea, aquela que fica logo abaixo da pele.
Por que isso importa para quem bebe “socialmente”?
Muita gente associa um copo de vinho ao relaxamento ou até a benefícios para a saúde, baseando-se em estudos mais antigos ou crenças populares. No entanto, o consenso científico atual reforça que não existe um nível totalmente seguro de consumo de álcool.
Pesquisas sugerem que mesmo um drink diário está ligado a mudanças corporais e a riscos de saúde a longo prazo, incluindo peso extra e maior probabilidade de doenças metabólicas.
Outros estudos publicados analisam ainda mais amplamente os efeitos do álcool no organismo. Pesquisas mostram que até um ou dois drinks por semana podem estar associados a aumento do risco de morte precoce e problemas cardiovasculares em comparação com níveis menores de consumo.
Isso reforça a mensagem de que a relação entre álcool, peso e saúde é mais complexa do que muitas vezes é divulgada.
O álcool, inclusive em níveis considerados “moderados”, já foi implicado em alterações no cérebro, aumento do risco de alguns tipos de câncer e efeitos adversos no coração e no sistema nervoso. Pesquisadores alertam que, embora alguns estudos antigos tenham sugerido potenciais efeitos positivos em certas populações, as evidências mais recentes apontam para riscos contínuos mesmo com ingestão leve. Especialistas indicam que quanto menor o consumo de álcool, menores são os riscos a longo prazo.














