
Claudia MeirelesColunas

Hepatologista diz como a gordura no fígado pode prejudicar o coração
A gordura no fígado é uma doença que se desenvolve especialmente em pacientes com histórico de obesidade
atualizado
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Conhecida popularmente como gordura no fígado, a esteatose hepática é uma condição associada a pacientes com obesidade — quadro que atinge 25% da população brasileira, de acordo com a pesquisa Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), divulgada pelo Ministério da Saúde.
Henrique Sérgio Moraes Coelho, hepatologista da Rede Américas, explica que a gordura no fígado pode evoluir de formas distintas, a depender do paciente. Em um primeiro momento, o excesso pode provocar uma inflamação que, em um período de 10 a 20 anos, pode evoluir para uma esteato-hepatite, hepatite causada por gordura.
“Ela também pode cicatrizar e forma o que chamamos de fribrose, considerada uma condição pré-cirosse, que pode a vir se tornar a doença de fato em um grupo pequeno de pessoas. Entretanto, a maioria das pessoas fica pelo caminho, com gordura dura no fígado, mas sem desenvolver a cirrose“, aponta.
Gordura no fígado x Doenças cardiovasculares
Outro fator preocupante é o fato da esteatose hepática vir acompanhada da síndrome metabólica, ou seja, quem sofre com hipertensão, obesidade, diabetes ou hiperlipidemia, e tem gordura no fígado. “Esses são fatores de risco cardiovascular. Pessoas com esteatose geralmente não vão morrer da doença do fígado, mas vão morrer de doença cardiovascular; por isso, o tratamento costuma ser sistêmica e olha o indivíduo como um todo”, explica Henrique Sérgio Moraes Coelho.
As repercussões podem atingir ainda outros órgãos relacionados com essa esteatose, com possibilidade de desenvolver artrite, esclerose, doença coronariana e insuficiência cardíaca.
De acordo com o hepatologista, a redução de peso é a principal estratégia para evitar tratar a esteatose hepática, com possibilidade de tratamento com fármacos para pacientes específicos. “Os medicamentos são mais dirigidos para alterações da resistência insulínica, no caso de quem está pré-diabético. Alguns antioxidantes, como a vitamina E, também podem ser usados”, destaca.

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