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Endocrinologista aponta 8 hábitos para reverter a gordura no fígado

Alimentação, atividade física e controle do peso são centrais para melhorar a saúde do fígado, explicam especialistas

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Fígado humano em fundo claro. Anatomia humana. Órgãos humanos. Saúde. Assistência médica. Uma visão alternativa da anatomia humana. Metrópoles
1 de 1 Fígado humano em fundo claro. Anatomia humana. Órgãos humanos. Saúde. Assistência médica. Uma visão alternativa da anatomia humana. Metrópoles - Foto: Maryna Terletska/Getty Images

A chamada gordura no fígado, ou esteatose hepática, acontece quando há acúmulo excessivo de gordura nas células do órgão. Na maioria dos casos, o problema não causa sintomas no início e é descoberto apenas em exames de rotina.

Segundo o gastroenterologista e hepatologista Rodrigo Rêgo Barros, a condição é comum e, quando diagnosticada precocemente, pode ser revertida.

“O fígado tem capacidade de regeneração, principalmente quando o paciente muda hábitos relacionados à alimentação, ao peso e à atividade física”, explica.

Alimentação e peso fazem diferença direta

Um dos principais pontos no tratamento é o controle do peso corporal. De acordo com Barros, perder entre 7% e 10% do peso já é suficiente para reduzir a gordura no fígado e melhorar exames laboratoriais.

A alimentação deve priorizar alimentos naturais, como verduras, legumes, frutas, grãos integrais e proteínas magras, enquanto produtos ultraprocessados, ricos em açúcar e gordura, devem ser evitados.

A endocrinologista Natalia Cinquini destaca que não se trata de uma dieta restritiva, mas de uma mudança sustentável, que ajude o organismo a funcionar melhor ao longo do tempo.

Segundo ela, a escolha do estilo de vida pode ajudar ou agravar a condição. “Se a pessoa é sedentária e consome uma quantidade alta de ultraprocessados, consequentemente, ela está favorecendo o acúmulo de gordura no fígado, mesmo que ela não consuma álcool”, conclui.

Hábitos que ajudam a diminuir a gordura no fígado

  • Perder de 7% a 10% do peso corporal.
  • Priorizar alimentos naturais e pouco processados.
  • Reduzir açúcar, doces e farinhas refinadas.
  • Evitar ou suspender o consumo de álcool.
  • Praticar atividade física regularmente.
  • Dormir bem e manter rotina de sono.
  • Fazer acompanhamento médico e exames regulares.
  • Controlar glicose, colesterol e pressão arterial.

Álcool, açúcar e sedentarismo: os principais vilões

O consumo de bebidas alcoólicas é um fator importante no agravamento da esteatose e deve ser reduzido ou suspenso durante o tratamento. O álcool sobrecarrega o fígado e dificulta a eliminação da gordura acumulada.

Outro ponto crítico é o excesso de açúcar e farinhas refinadas, presentes em refrigerantes, doces e pães brancos, que favorecem resistência à insulina e pioram o quadro. A prática regular de atividade física — mesmo caminhadas — ajuda o corpo a usar gordura como fonte de energia e melhora o metabolismo como um todo.

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A condição de gordura no fígado acomete 30% da população mundial
Alterações na função hepática podem provocar distúrbios do sono, como insônia, sonolência diurna e ciclos de descanso irregulares
No início, as manifestações costumam ser inespecíficas, como cansaço, fraqueza, perda de apetite, náuseas, sensação de inchaço abdominal ou desconforto do lado direito do abdome
A esteatose hepática é popularmente conhecida como gordura no fígado
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A esteatose hepática é popularmente conhecida como gordura no fígado

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A condição de gordura no fígado acomete 30% da população mundial
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A condição de gordura no fígado acomete 30% da população mundial

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Alterações na função hepática podem provocar distúrbios do sono, como insônia, sonolência diurna e ciclos de descanso irregulares
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Alterações na função hepática podem provocar distúrbios do sono, como insônia, sonolência diurna e ciclos de descanso irregulares

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No início, as manifestações costumam ser inespecíficas, como cansaço, fraqueza, perda de apetite, náuseas, sensação de inchaço abdominal ou desconforto do lado direito do abdome
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No início, as manifestações costumam ser inespecíficas, como cansaço, fraqueza, perda de apetite, náuseas, sensação de inchaço abdominal ou desconforto do lado direito do abdome

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 Dormir bem e acompanhar a saúde também contam

O sono inadequado interfere em hormônios ligados ao apetite e ao metabolismo, dificultando a melhora da gordura no fígado. Por isso, dormir bem faz parte do tratamento. Além disso, o acompanhamento médico com exames periódicos é essencial para monitorar a evolução do quadro e evitar complicações.

Adotar hábitos saudáveis não beneficia apenas o fígado. A gordura no fígado está ligada a problemas como diabetes, colesterol alto e doenças cardiovasculares.

Para os especialistas, pequenas mudanças feitas de forma contínua têm grande impacto. Cuidar do fígado é, na prática, cuidar da saúde como um todo — e quanto mais cedo isso começa, maiores são as chances de reversão.

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