Claudia Meireles

Fruta “esnobada” é rica em magnésio e favorece a saúde do intestino

A nutricionista Verônica Dias pontua os benefícios dessa fruta, fonte de ferro e potássio, além de ser rica em fibras. Confira

atualizado

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Uva-passa
1 de 1 Uva-passa - Foto: gorr1/Getty Images

Enquanto alguns declaram odiar veementemente, há quem ame adicionar e comer uva-passa no arroz, no salpicão e na farofa ao longo das ceias das festas de fim de ano. Diante dessa controvérsia sobre a fruta desidratada, a coluna Claudia Meireles acionou a nutricionista Verônica Dias para saber: o consumo do alimento faz bem ou mal à saúde?

Segundo a especialista em nutrição funcional do Instituto Nutrindo Ideais, a uva-passa não é um alimento “ruim”, mas “não deve ser consumida de forma indiscriminada, principalmente por pessoas com distúrbios glicêmicos”. Do ponto de vista nutricional, a fruta fornece fibras alimentares, especialmente insolúveis, conforme cita a expert.

Fruta “esnobada” é rica em magnésio e favorece a saúde do intestino - destaque galeria
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A uva-passa fornece benefícios para a saúde
A fruta contém potássio, ferro e magnésio
A nutricionista aponta as propriedades da fruta desidratada
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A nutricionista aponta as propriedades da fruta desidratada

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A uva-passa fornece benefícios para a saúde
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A uva-passa fornece benefícios para a saúde

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A fruta contém potássio, ferro e magnésio
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A fruta contém potássio, ferro e magnésio

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Verônica acrescenta que a uva-passa contém polifenóis antioxidantes, como flavonoides e ácidos fenólicos. Com relação aos minerais, a opção tem potássio, ferro e magnésio. Ao listar os ativos, ela salienta: “A fruta pode fazer parte de uma alimentação saudável, desde que consumida com moderação e dentro de um contexto alimentar adequado.”

Associações com a fruta

De acordo com a expert, a uva-passa apresenta maior concentração de carboidratos simples por grama, o que pode elevar rapidamente a glicemia quando consumida isoladamente. “Trata-se de uma fruta desidratada, o que significada maior densidade energética e de açúcares naturais, quando comparada à uva fresca”, esclarece a nutricionista.

À coluna, a especialista ensina “estratégias nutricionais baseadas em fisiologia metabólica” para evitar picos de glicose após o consumo da fruta desidratada:

  • Associar a ingestão a fontes de proteína e/ou gordura, o que reduz a velocidade de absorção da glicose. “Comer com frango desfiado, por exemplo, no sanduíche natural”, sugere.
  • Consumir junto às refeições, e não como lanche isolado.
  • Respeitar porções pequenas, geralmente uma colher de sopa.
Foto colorida de tigela azul com salada dentro - Metrópoles
A nutricionista aconselha combinar o consumo da fruta desidratada com fontes de proteína e/ou gorduras

A expert em nutrição funcional e farmacêutica garante que essas combinações melhoram a resposta glicêmica e reduz picos de insulina, especialmente em pessoas com resistência à insulina ou diabetes.

Uva-passa na ceia

Questionada se comer uva-passa no arroz, farofa ou salpicão nas ceias de fim de ano é uma boa opção ou “errado” nutricionalmente, Verônica frisa: “Do ponto de vista científico, não é nutricionalmente equivocado, desde que a quantidade seja moderada”. Ela orienta que o prato deve conter proteínas, fibras e gorduras para “equilibrar a carga glicêmica.”

“A presença de uva-passa pode, inclusive, agregar compostos antioxidantes à refeição”, sustenta. A nutricionista prossegue: “O problema não está na combinação, e sim no exagero. As estratégias nutricionais vão diminuir o impacto dos ‘malefícios’, mas o ponto é o excesso.”
Foto colorida de uva-passa saindo de um saco de fibra - Metrópoles
A especialista em nutrição funcional ensina estratégias para quem quer comer a fruta e evitar picos de glicose

Entre os efeitos positivos de comer a fruta, segundo a expert, consta a ação antioxidante, que auxilia na redução do estresse oxidativo. Outro proveito de consumir a fruta desidratada envolve a melhora da saúde do intestino devido ao teor de fibras. Já o potencial benefício cardiovascular está relacionado ao teor de polifenóis.

Quanto aos “possíveis malefícios”, a especialista menciona o excesso calórico quando a fruta desidratada é consumida em grandes quantidades. “Pode causar desconforto gastrointestinal em pessoas sensíveis. Indivíduos com diabetes devem ingerir a opção com controle rigoroso de porção“, finaliza Verônica Dias.

Para saber mais, siga o perfil da coluna no Instagram.

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