
Claudia MeirelesColunas

Estes 6 erros comuns na cozinha podem te impedir de ser mais saudável
Alguns hábitos culinários banais, mesmo que associados a ingredientes de qualidade, podem atrapalhar os bons resultados
atualizado
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Falar em alimentação saudável é falar em escolhas inteligentes e nutritivas para compor os pratos, mas também na maneira como determinadas refeições são preparadas. Nem todos sabem, mas alguns hábitos culinários banais, mesmo que associados a ingredientes de qualidade, podem atrapalhar os bons resultados. Alguns deles, inclusive, têm a capacidade de interferir na absorção nutricional.
De acordo com a nutricionista clínica Amanda Figueiredo, práticas comuns do dia a dia podem deixar os alimentos menos saudáveis, entre elas, o uso de altas temperaturas, como fritar e grelhar em excesso. Ela explica que esse costume “destrói” nutrientes e pode formar compostos prejudiciais à saúde.
“Cozinhar demais também é um erro comum, pois reduz vitaminas e inativa enzimas benéficas”, acrescenta a profissional.
Vanessa Giglio, também nutricionista, argumenta que vitaminas solúveis em água, como a vitamina C e parte das do complexo B, se perdem facilmente na água do cozimento. “Por isso, o ideal é preparar os vegetais até ficarem macios, mas ainda firmes, e preferir métodos como vapor, refogado leve ao forno”, pontua.

“Quando usar água, uma boa opção é aproveitá-la em sopas ou caldos, evitando o desperdício dos nutrientes dissolvidos ali”, aconselha a especialista.
É importante lembrar que nem todos os vegetais precisam ser cozidos, alguns são ainda mais nutritivos quando consumidos crus, como cenoura, pepino, tomate, pimentão e alface. O ideal é variar entre preparações cruas, no vapor ou levemente cozidas, para preservar o máximo de nutrientes.
Amanda adiciona à lista de erros na cozinha o hábito de descascar determinadas frutas e legumes, a exemplo de maçãs, pepinos, cenouras e batatas. “Você acaba eliminando parte importante das fibras, antioxidantes (como o betacaroteno, no caso da cenoura) e compostos protetores que se concentram na casca. O ideal é apenas lavar bem e consumir com casca sempre que possível”, alerta.
“A casca é importante para a digestão, para o controle da glicemia e para a proteção das células contra os radicais livres. No caso de frutas e legumes cultivados de forma convencional, com uso de pesticidas, é importante fazer uma boa limpeza antes do consumo, usando escova própria e, se desejar, solução de água com vinagre”, sugere a profissional.

“Só vale descascar quando a casca estiver danificada ou em preparações nas quais a textura possa comprometer o resultado, como purês muito lisos. De modo geral, quanto mais natural e integral for o consumo, maior o aproveitamento dos benefícios nutricionais”, observa.
Para Vanessa, outra prática que reduz a absorção de nutrientes é consumir vegetais ricos em vitaminas A, D, E e K sem nenhuma fonte de gordura. “Essas vitaminas são lipossolúveis e precisam de gordura para serem absorvidas pelo organismo. Acrescentar um fio de azeite, sementes ou um pouco de abacate já é suficiente para garantir essa absorção”, comenta.
Por fim, cortar frutas e legumes com muita antecedência aumenta a oxidação e a perda de vitaminas sensíveis, como a vitamina C. “Sempre que possível, corte-os perto do momento de consumo e armazene corretamente se precisar adiantar o preparo”, indica a nutricionista.
“Além disso, exagerar no sal, nas gorduras e nos molhos industrializados aumenta o teor de sódio e calorias do prato”, complementa Amanda Figueiredo.
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