Dermatologista cita medida 100% natural para melhorar a saúde da pele
A dermatologista Regina Buffman revelou qual medida natural pode ser considerada uma solução para uma pele "perfeita"
Beatriz Bonfim, Claudia Meireles11/02/2026 02:00, atualizado 10/02/2026 17:17
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Para aqueles que apostam apenas em produtos de skincare para conquistar uma pele “impecável”, alcançar esse resultado pode estar mais distante do que se imagina — especialmente quando comparados a pessoas que adotam estratégias naturais. De acordo com a dermatologista Regina Buffman, uma das principais medidas para garantir uma aparência mais jovial e bem cuidada está relacionada à forma como lidamos com a saúde intestinal.
Em entrevista à coluna Claudia Meireles, a expert chama atenção para o fato de que, se a ideia é manter uma tez saudável, é preciso considerar todas as estratégias de cuidado — incluindo a alimentação.
“A pele e o intestino estão profundamente conectados por um eixo conhecido como eixo intestino–pele. Alterações no funcionamento intestinal podem refletir diretamente na aparência, na inflamação e até no envelhecimento”, alerta Regina Buffman.
O que a saúde da pele pode dizer sobre a saúde intestinal?
Quando a pele parece “gritar” por socorro, o intestino pode estar relacionado ao problema. “O órgão abriga trilhões de micro-organismos que formam a microbiota intestinal. Quando há desequilíbrio (disbiose), pode ocorrer aumento da inflamação sistêmica, maior permeabilidade intestinal e ativação imunológica — fatores que impactam diretamente a pele”, comenta a dermatologista.
A desarmonia desse ecossistema pode se manifestar por sinais visíveis.
“Acne persistente ou de difícil controle; rosácea, especialmente com crises recorrentes; dermatites e quadros inflamatórios frequentes; pele opaca, ressecada ou com aspecto cansado; aumento da sensibilidade cutânea; e envelhecimento precoce e dificuldade de cicatrização estão entre alguns achados cutâneos que podem estar associados a alterações intestinais”, reforça Regina Buffman.
“Esses sinais não indicam, isoladamente, um problema intestinal, mas podem ser um alerta quando associados a sintomas digestivos”, emenda.
Por outro lado, a especialista reitera que, quando o sistema está em equilíbrio, há melhora na absorção de nutrientes, regulação do sistema imunológico e controle da inflamação.
Alimentação e probióticos
É inegável que a alimentação tem papel central na saúde da microbiota intestinal. A especialista reforça que, sem uma escolha consciente do que compõe a dieta, as chances de provocar consequências destrutivas para a pele aumentam significativamente.

“Dietas ricas em alimentos ultraprocessados, açúcar e gorduras ruins favorecem a disbiose. Já uma alimentação baseada em alimentos naturais, fibras, frutas, vegetais, legumes e gorduras boas ajuda a manter o equilíbrio intestinal”, explica Regina Buffman.
O uso de probióticos pode contribuir para o equilíbrio da saúde intestinal e, por consequência, da tez. “Quando bem indicados, eles são capazes de auxiliar na modulação da microbiota e reduzir processos inflamatórios. No entanto, seu uso deve ser individualizado e orientado por profissional de saúde”, reforça.
Algumas doenças de pele podem ter origem no intestino?
Embora o eixo intestino–pele tenha ligação com alterações na aparência da pele, Regina Buffman explica que as doenças dermatológicas não têm uma única causa — e nem sempre estão associadas diretamente ao intestino.
No caso específico da rosácea, Regina reforça que pode existir, sim, uma associação com disbiose intestinal e crescimento excessivo de determinadas bactérias no intestino delgado. “Na acne, inflamação sistêmica e alterações hormonais mediadas pelo intestino também podem influenciar”, complementa.

Para melhorar o funcionamento intestinal e minimizar os problemas relacionados ao visual, a dermatologista recomenda algumas medidas fundamentais.
São elas:
- Manter uma alimentação equilibrada e anti-inflamatória;
- Aumentar o consumo de fibras alimentares;
- Reduzir açúcar, álcool e alimentos ultraprocessados;
- Investigar intolerâncias alimentares, quando indicado;
- Controlar estresse, sono e hábitos de vida;
- Procurar acompanhamento médico para uma abordagem integrada.
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