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Claudia Meireles

Alimentos que "destroem" colágeno e aceleram o envelhecimento da pele

Nutricionista e dermatologista revelam alimentos comuns do dia a dia que podem inflamar a pele e acelerar o surgimento de rugas e flacidez

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Foto colorida de mulhr segurando um espelho redonde em sua frente, com foco fotográfico em seu reflexo - Metrópoles.

Nem o skincare mais caro consegue compensar uma alimentação inflamatória. Cada vez mais estudos mostram que o que vai ao prato influencia diretamente processos como produção de sebo, formação de rugas, flacidez e acne. Açúcares refinados, óleos reutilizados e alimentos ultraprocessados estimulam mecanismos que quebram o colágeno e aceleram o envelhecimento cutâneo — enquanto padrões alimentares mais naturais podem proteger a pele de dentro para fora.

A relação entre dieta, inflamação e envelhecimento da pele

A pele reflete o equilíbrio interno do organismo. Quando a alimentação é rica em açúcares, gorduras ruins e produtos industrializados, o corpo entra em um estado de inflamação crônica de baixo grau, que compromete a renovação celular e a integridade das fibras de colágeno.

“A alimentação atua como um fator interno modulador da saúde da pele. Uma dieta inflamatória reduz a capacidade de defesa contra sol, poluição e estresse oxidativo, acelerando o envelhecimento mesmo em quem usa bons cosméticos”, explica a nutricionista Fernanda Medeiros.

Segundo a dermatologista Ingrid Tavares, esse processo é silencioso, mas cumulativo:

“O excesso de açúcar favorece a formação dos produtos finais de glicação avançada, os AGEs, que tornam o colágeno mais rígido, frágil e disfuncional, contribuindo para flacidez e rugas precoces.”
Menopausa pele
Perda de colágeno

Açúcar e glicação: o ataque direto ao colágeno

Quando há muito açúcar circulando no sangue, ele se liga às fibras de colágeno e elastina, num processo chamado glicação. O resultado são estruturas mais duras, quebradiças e com menor capacidade de sustentação da pele.

“O principal mecanismo de dano é justamente a glicação. Ela deixa o colágeno mais rígido e vulnerável à degradação, favorecendo flacidez e perda de viço”, afirma Fernanda Medeiros.

Além do açúcar comum, versões ricas em frutose — como o xarope de milho presente em refrigerantes, molhos prontos e ultraprocessados — têm potencial ainda maior de acelerar esse processo.

“Açúcares refinados elevam inflamação e estresse oxidativo. Já os açúcares naturais das frutas causam impacto muito menor por virem acompanhados de fibras e antioxidantes”, reforça Ingrid.
açúcar presente nos refrigerantes
O excesso de açúcar faz muito mal para a pele, acelerando o envelhecimento, causando flacidez, rugas e acne

Frituras e óleos reutilizados: inflamação que reflete na pele

Outro grande vilão são os óleos refinados usados repetidamente, comuns em frituras de fast-food e lanchonetes. Ao serem reaquecidos, eles oxidam, perdem nutrientes protetores e passam a estimular processos inflamatórios no organismo.

“Óleos oxidados aumentam o estresse oxidativo e mantêm a pele em constante estado inflamatório, o que acelera a degradação do colágeno”, explica Fernanda.

A dermatologista complementa: “Frituras frequentes, principalmente em óleo reutilizado, estão associadas a acne, sensibilidade cutânea, manchas e envelhecimento precoce.”

Prato com batata frita e coxinha de frango - Metrópoles
O consumo excessivo de alimentos fritos aumenta a inflamação corporal, acelera o envelhecimento precoce, diminui a produção de colágeno e aumenta a oleosidade, o que pode causar acne, flacidez e uma aparência cansada

Ultraprocessados e alimentos de alto índice glicêmico

Pães brancos, doces, refrigerantes, carnes processadas, snacks industrializados e bebidas açucaradas promovem picos de glicose e estimulam hormônios ligados ao aumento da oleosidade da pele e da inflamação.

“Esse padrão alimentar favorece inflamação sistêmica contínua, piora acne, rosácea e acelera o surgimento de rugas”, destaca a dermatologista.

Além disso, alimentos muito crocantes e fritos tendem a conter compostos que intensificam os danos ao colágeno, agravando o processo de envelhecimento cutâneo.

Alimentação também influencia acne e sensibilidade

Não é só o envelhecimento que sofre impacto. Estudos indicam que dietas ricas em açúcar, ultraprocessados e alguns laticínios estão associadas ao aumento da oleosidade e da inflamação da pele, favorecendo o surgimento de acne.

“Esses alimentos podem estimular maior produção de sebo e intensificar processos inflamatórios, piorando quadros de acne, rosácea e dermatites”, afirma a nutricionista.

Ingrid reforça que a dieta deve ser vista como parte do tratamento dermatológico: “Ela não substitui medicamentos ou cosméticos, mas potencializa os resultados e reduz recaídas.”

O que colocar no prato para proteger o colágeno

A boa notícia é que escolhas simples no dia a dia fazem grande diferença para a saúde da pele.

Entre as principais estratégias, constam:

  • Reduzir açúcar, ultraprocessados e frituras;
  • Priorizar alimentos naturais e minimamente processados;
  • Usar azeite de oliva extravirgem no lugar de óleos refinados;
  • Apostar em frutas ricas em vitamina C, vegetais verdes, peixes com ômega-3, castanhas e sementes.
Alimentos que “destroem” colágeno e aceleram o envelhecimento da pele - destaque galeria
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Folhas verdes são aliadas poderosas contra o envelhecimento precoce, rugas e inflamações como a acne
Peixes ricos em ômega 3, como salmão, sardinha e atum, reduzem inflamações, aumentam a hidratação, combatem o envelhecimento precoce e auxiliam na produção de colágeno, mantendo a firmeza e elasticidade
Oleaginosas como castanhas, nozes e amêndoas fazem muito bem para a pele
Frutas com vitamina C
Exemplos como espinafre, couve e rúcula ajudam na renovação celular e na proteção contra danos solares
A vitamina C é um dos ativos mais recomendados pelos dermatologistas
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Natalia Semenova/Getty Images
Folhas verdes são aliadas poderosas contra o envelhecimento precoce, rugas e inflamações como a acne
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Folhas verdes são aliadas poderosas contra o envelhecimento precoce, rugas e inflamações como a acne

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Peixes ricos em ômega 3, como salmão, sardinha e atum, reduzem inflamações, aumentam a hidratação, combatem o envelhecimento precoce e auxiliam na produção de colágeno, mantendo a firmeza e elasticidade

Olesia Shadrina/Getty Images
Oleaginosas como castanhas, nozes e amêndoas fazem muito bem para a pele
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O cacau faz muito bem para a pele, sendo um poderoso antioxidante natural rico em flavonoides, polifenóis e vitaminas (A, E, K) que combatem radicais livres, prevenindo o envelhecimento precoce e rugas
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O cacau faz muito bem para a pele, sendo um poderoso antioxidante natural rico em flavonoides, polifenóis e vitaminas (A, E, K) que combatem radicais livres, prevenindo o envelhecimento precoce e rugas

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Anchovas, sardinhas e salmão são peixes ricos em ômega 3. Eles fornecem nutrientes essenciais como proteínas, vitaminas e minerais
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Anchovas, sardinhas e salmão são peixes ricos em ômega 3. Eles fornecem nutrientes essenciais como proteínas, vitaminas e minerais

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Alimentos que “destroem” colágeno e aceleram o envelhecimento da pele - imagem 9
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Sementes contribuem para a pele e para o colagéno
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Sementes contribuem para a pele e para o colagéno

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Além de hidratar profundamente, o cacau melhora a circulação sanguínea, combate inflamações (acne) e promove viço
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Além de hidratar profundamente, o cacau melhora a circulação sanguínea, combate inflamações (acne) e promove viço

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O chá verde é benéfico tanto bebido quanto aplicado topicamente, em compressas, máscaras ou produtos
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O chá verde é benéfico tanto bebido quanto aplicado topicamente, em compressas, máscaras ou produtos

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“Antioxidantes, proteínas de boa qualidade e gorduras saudáveis ajudam a preservar o colágeno e a capacidade de regeneração da pele”, orienta Fernanda.

Segundo a Ingrid, alimentos como frutas cítricas, folhas verdes, chá verde, cacau, peixes e oleaginosas fornecem compostos que combatem o estresse oxidativo e estimulam a produção de colágeno novo.

Muito além da estética: saúde que aparece na pele

Embora o sol continue sendo o principal fator externo de envelhecimento, a alimentação tem papel decisivo em determinar a velocidade com que esses danos se manifestam.

“O que comemos pode tornar o colágeno mais resistente ou mais vulnerável aos agressores externos”, resume a dermatologista.

Para Fernanda Medeiros, a mensagem é clara: “Não existe creme capaz de neutralizar completamente uma dieta inflamatória. Cuidar da pele começa no prato.”

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