
Claudia MeirelesColunas

Cólon comprometido: coloproctologista revela sinais de alerta do corpo
A coloproctologista Aline Amaro aponta os sinais que surgem no corpo quando o cólon está com problemas de funcionamento
atualizado
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Pelas estimativas do Instituto Nacional de Câncer (Inca), mais de 53 mil novos casos de câncer de cólon e reto devem ser registrados por ano durante o triênio 2026-2028 no Brasil. Para conscientizar a população a respeito da prevenção e do diagnóstico da condição, foi criada a campanha Março Azul-Marinho.
Parte final do intestino, o cólon tem a função de “finalizar” o processo digestivo e preparar a eliminação, conforme explica a coloproctologista Aline Amaro, de Brasília (DF). A especialista frisa que o órgão tem o papel de absorver água e sais minerais do conteúdo intestinal, o que ajuda a formar fezes com consistência adequada.
Outro papel do cólon envolve armazenar e conduzir as fezes até o reto, coordenando o ritmo evacuatório. “Abriga grande parte da microbiota intestinal, que fermenta fibras e produz substâncias importantes para a saúde da mucosa do intestino e para a imunidade local. Também atua como barreira de proteção, ajudando a impedir a passagem de micro-organismos e toxinas para a corrente sanguínea”, ressalta a médica.

De acordo com coloproctologista, quando o cólon está “doente”, o corpo costuma sinalizar por três caminhos principais: alteração do trânsito intestinal, dor abdominal e sangramento ou inflamação.
A médica pontua que os sinais mais comuns, dependendo da causa, incluem:
- Diarreia persistente: especialmente com muco, sangue ou urgência evacuatória.
- Constipação persistente: fezes muito ressecadas, esforço evacuatório importante, dor para evacuar e sensação evacuação incompleta.
- Dor abdominal recorrente: distensão, cólicas e desconforto que se repetem e não são apenas pontuais.
- Mais dores: febre e dor abdominal mais localizada em quadros inflamatórios agudos, como diverticulite.
A especialista deixa uma “orientação prática”. “Alguns sinais merecem avaliação sem demora, como sangue nas fezes que se repete, anemia sem explicação, perda de peso, dor abdominal progressiva e mudança recente do hábito intestinal que persiste“, avisa a coloproctologista sobre determinados sintomas.

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