Claudia Meireles

Caso Zé Felipe: médica alerta para sinais de dependência de remédios

Durante a participação no podcast Podcats, o cantor Zé Felipe revelou que desenvolveu vício em remédios em decorrência da ansiedade

atualizado

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Na foto o cantor Zé Felipe revelou dependência em ansiolíticos - Metrópoles
1 de 1 Na foto o cantor Zé Felipe revelou dependência em ansiolíticos - Metrópoles - Foto: Reprodução/ Instagram

Em um desabafo realizado durante a participação no podcast PodCats, o cantor Zé Felipe revelou que passou por uma crise de saúde mental no último ano. Na conversa comandada por Mari Menezes e Camila Loures, o artista destacou episódios de falta de ar, palpitações e insônia, sintomas que o levaram a abusar de remédios para “fugir da realidade”.

Os medicamentos, que em um primeiro momento deveriam servir equilibrar o sistema nervoso e o ajudar a dormir melhor, se tornaram uma muleta emocional. “Eu passei por umas… Tive crise de ansiedade. Estava muito viciado em remédio. Então, tomava, sei lá, 10 comprimidos para dormir, mais 35 gotas de um outro”, relatou.

Zé Felipe
O cantor Zé Felipe é pai de três filhos, Maria Alice, Maria Flor e José Leonardo
“Entendi que era uma fuga. Estava tomando esse tanto de remédio para dormir, às vezes a tarde, para fugir de uma realidade e tentar mascarar uma coisa que eu estava sentindo”, admitiu Zé Felipe.

Quais remédios podem causar dependência

Consultada pela coluna, Renata Verna, psiquiatra do Hospital Santa Lúcia Sul, elucida que o uso progressivo e contínuo de remédios — mesmo aqueles voltados para a saúde mental — podem mesmo desencadear a dependência.

Entre os medicamentos de maior risco estão o benzodiazepínicos, que atuam no GABA, um neurotransmissor inibitório que atua como um “freio” do cérebro.

“Eles produzem um efeito rápido de relaxamento. Esse alívio imediato pode reforçar o uso e levam à tolerância, sendo necessário aumentar as doses com o tempo. Nesses casos, o componente farmacológico é crucial”, destaca.
Foto colorida de remédios - Entenda os riscos do uso de diuréticos para emagrecer - Metrópoles
Remédios benzodiazepínicos estão entre os fármacos que podem causar dependência

Zé Felipe: forma de uso é fator crucial para dependência

No caso de Zé Felipe, a forma de uso também agiu como fator determinante para o desenvolvimento de dependência.

Entre os hábitos nocivos estão: usar o medicamento para fugir de emoções; se automedicar; e fazer o aumento progressivo de dose sem indicação médica. Quando o uso chega a esse ponto, significa que o pacientes perdeu o controle do tratamento.

“O remédio passa a ser usado para tratar ‘sintomas’ específicos, como o ‘não consigo dormir sem’. Nesse ponto, o medicamento deixa de ser ferramenta e passa a ser muleta psicológica e fisiológica”, destaca.
Foto colorida de rapaz dentro da pscina fazendo pose para cãmera - Metrópoles.
Ao perceber o nível cada vez maior de dependência, o cantor buscou ajuda profissional

Dependência física envolve sintomas como tolerância ao remédio e necessidade de doses cada vez maiores. De acordo com a médica, o paciente passa a ter sintomas de abstinência, como ansiedade rebote, insônia intensa, irritabilidade, tremores e, em casos graves, convulsões. “A família pode perceber uso escondido, mudança de comportamento, sonolência excessiva e queda de desempenho”, destaca.

Alternativas e desmame

Ao perceber que o nível de dependência dos remédios e a condição emocional estava afetando diversas áreas de sua vida, Zé Felipe buscou ajuda médica e psicológica.

Na investigação, ele descobriu não apenas baixos níveis de vitamina D, como também soube estar com cortisol elevado. Além das reposições hormonais, o cantor também optou por começar a terapia.

Foto colorida do cantor Zé Felipe
O cantor Zé Felipe revelou que tinha preconceitos com relação a acompanhamentos psicológicos
“O homem, às vezes, tem preconceito com terapia e preconceito de ir a um psiquiatra. Eu falo: eu vou a um psiquiatra. A terapia é maravilhosa”, afirmou.

A psiquiatra Renata Verna alerta ainda, mesmo nos casos em as medicações são recomendadas pelo médico, é importante que o paciente entenda que os medicamentos são apenas uma parte do tratamento.

“Medicação isolada raramente resolve o problema de base, por isso a importância do acompanhamento correto, com tempo e dose definidos e com reavaliações frequentes”, encerra a médica.

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