
Claudia MeirelesColunas

Cardiologista aponta hábitos que te fazem “envelhecer” mais rápido
O cardiologista Fabrício da Silva elencou os principais hábitos que “aceleram” o envelhecimento; saiba quais!
atualizado
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Não é incomum notar que algumas pessoas parecem ter “parado” o tempo quando o assunto é se manter com a aparência jovem e plena disposição. Mas, se por um lado, alguns parecem não sentir a passagem dos anos, outros têm a sensação de ter envelhecido rápido demais.
O motivo? Segundo o cardiologista Fabrício da Silva, essas diferenças estão diretamente relacionada às escolhas feitas muito antes da chegada da terceira idade.
“A maioria das doenças que limitam a vida na velhice não surge de forma abrupta. Elas são construídas silenciosamente ao longo de décadas, a partir de hábitos que se repetem no dia a dia”, afirma o especialista.
Hábitos que ajudam a “envelhecer” mais rápido
Segundo Fabrício, da Amplexus Saúde Especializada, o primeiro hábito que precisa ser revisto para garantir longevidade é o sedentarismo. Ele esclarece que a prática regular de atividade física ao longo da vida contribui para a preservação da massa muscular, do equilíbrio e da capacidade cardiovascular, fatores decisivos para manter autonomia após os 60 anos.
“A falta de movimento, por outro lado, costuma se refletir em dores crônicas, dificuldade de locomoção e maior risco de quedas. O sedentarismo cobra a conta justamente quando o organismo perde capacidade de compensação”, explica Fabrício da Silva.
Outro aspecto é a escolha alimentar. Mais do que apostar em dietas temporárias, o cardiologista reitera a importância de manter uma alimentação consciente todos os dias. “O que protege o coração e o metabolismo é o hábito diário, não a restrição radical por curtos períodos”, diz.
Segundo ele, o padrão alimentar mantido por anos influencia diretamente o risco de diabetes, obesidade e inflamação crônica, condições associadas às principais causas de adoecimento na velhice.

Sono e estresse também podem ter impactos indesejáveis
O expert também avalia que manter uma rotina desregrada, especialmente relacionada ao sono, pode trazer riscos para a expectativa de vida. “Distúrbios do sono e estresse crônico estão associados ao aumento da pressão arterial, pior controle glicêmico e maior risco cardiovascular”, reforça.
“Dormir mal por anos não é apenas cansaço acumulado. É um fator de risco real para o coração”, emenda Fabrício da Silva.

Vínculos sociais ajudam a preservar o corpo e a mente
A forma como você nutre seu círculo social também faz a diferença. De acordo com Fabrício, manter relações sociais, atividades intelectuais e uma rotina ativa contribui para a saúde mental e para a adesão aos cuidados médicos.
“O isolamento, comum após aposentadoria ou perdas familiares, tende a acelerar o declínio funcional. Saúde emocional não é detalhe, ela influencia diretamente o corpo”, diz o cardiologista.

Estar perto de quem te quer bem também contribui para que haja maior atenção a algumas mudanças físicas e comportamentais que afetam os indivíduos. Fabrício salienta que estar atento aos sinais que o corpo dá é a forma mais eficaz de autocuidado.
“O acompanhamento médico regular permite identificar alterações silenciosas antes que se transformem em emergências. Quando a pessoa só procura ajuda após o sintoma grave, geralmente o problema já está avançado”, afirma o especialista.
Fatores de risco cobram a conta na terceira idade
Além dos hábitos que precisam ser adotados para garantir uma vida plena, Fabrício também chama a atenção para comportamentos que produzem dados silenciosos.
“O tabagismo e o consumo excessivo de álcool costumam se manifestar com mais força após os 60 anos. Não existe envelhecimento saudável quando fatores de risco permanecem ativos por décadas”, conclui Fabrício da Silva.
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