Autocuidado na prática: saiba o que é e como aplicar no dia a dia

Pesquisa mostra que 70% dos brasileiros se arrependem de não ter iniciado antes suas rotinas de autocuidado

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Jovem mulher tendo rotina diária de lavagem e limpeza da pele no banheiro. Conceito de autocuidado. Metrópoles
1 de 1 Jovem mulher tendo rotina diária de lavagem e limpeza da pele no banheiro. Conceito de autocuidado. Metrópoles - Foto: MelkiNimages/Getty Images

O autocuidado é, em termos simples, a soma de atitudes que cada pessoa adota no dia a dia para preservar e promover a saúde física, mental e emocional. Ele vai desde dormir bem, manter uma alimentação equilibrada e praticar exercícios até evitar excessos e prevenir doenças.

Reconhecido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como parte essencial para a promoção da saúde, o autocuidado é também um pilar da longevidade.

Um levantamento global da Kenvue, realizado em parceria com a Kantar e publicado em 19 de agosto, mostra que quase 70% dos brasileiros gostariam de ter iniciado seus hábitos de autocuidado mais cedo, número bem acima da média mundial, de 59%.

A pesquisa revela ainda que quase metade (47%) dos entrevistados começou a adotar rotinas pensando na prevenção de problemas de saúde no futuro, uma proporção muito maior do que a registrada na América do Norte e na Europa (31%).

Na prática, isso significa que muitos só percebem a importância do autocuidado depois dos 30 anos, quando começam a sentir os efeitos da falta de atenção à saúde.

“Quanto mais cedo, melhor. O ideal é estimular o autocuidado desde a adolescência e início da vida adulta, quando a formação de hábitos é mais sólida. Pequenas atitudes consistentes nesse período, como dormir bem, usar protetor solar, evitar álcool e tabaco e praticar exercícios, fazem diferença significativa ao longo da vida”, reforça Karina Barros, diretora associada da área médica da Kenvue.

Pilares do autocuidado

Para o clínico geral e intensivista Luís Fernando Correia, diretor médico do Hospital de Reabilitação Valsa Saúde, no Rio de Janeiro, nunca é tarde para começar a se cuidar. Mas muitos hábitos deveriam ser aprendidos ainda na infância, como a escovação correta dos dentes, o uso do fio dental e do protetor solar.

“O Brasil é um país com alta exposição solar, e todos, independente do tom de pele, estão sujeitos ao risco de câncer de pele. A proteção deve ser ensinada desde cedo”, afirma.

Karina reforça que a saúde bucal é um dos pilares básicos. “Estima-se que 3,5 bilhões de pessoas no mundo sofram de problemas bucais. Incluir os três passos da higiene oral completa ajuda a prevenir cáries, gengivite e outras condições periodontais”, diz.

Outro ponto central é a alimentação. Para Correia, frutas e vegetais devem estar em todas as refeições, já que garantem vitaminas e antioxidantes importantes e reduzem o consumo de ultraprocessados, cada vez mais associados a diferentes doenças.

Também faz parte do núcleo do autocuidado manter peso adequado e praticar atividade física regular. “Esses hábitos básicos não apenas melhoram a qualidade de vida no presente, mas diminuem a carga de doenças no futuro”, completa o médico.

A prevenção de riscos é outro aspecto essencial. Apesar da queda no tabagismo no Brasil, o cigarro ainda é uma das principais causas de morte evitáveis.

“Evitar o consumo de tabaco é fundamental, e para quem fuma, abandonar o hábito traz benefícios em qualquer idade. Recursos como a terapia de reposição de nicotina podem aumentar as chances de sucesso”, ressalta Karina.
Foto colorida de mão de homem segurando cigarro - Metrópoles - fumar tabagismo
Apesar de o número de fumantes ter diminuído muito no Brasil desde os anos 1980, número ainda preocupa

Para quem ainda não estruturou uma rotina de cuidados, a especialista orienta que o segredo está em começar pequeno, com metas realistas. Segundo ela, as primeiras mudanças práticas podem ser:

  • Usar protetor solar diariamente;
  • Adotar os três passos da higiene oral (escovar os dentes, usar o fio dental e limpar a língua);
  • Evitar tabaco e reduzir o consumo de álcool;
  • Incluir atividade física regular;
  • Ajustar horários para dormir melhor;
  • Priorizar frutas, verduras e legumes na alimentação.

“Essas pequenas mudanças, quando se tornam rotina, criam um efeito positivo acumulativo. Depois, é possível avançar para hábitos mais estruturados. O importante não é buscar perfeição imediata, mas sim consistência ao longo do tempo”, conclui Karina.

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