Claudia Meireles

Cardiologista aponta hábito noturno comum que sobrecarrega o coração

O cardiologista Ricardo Cals revela como o hábito noturno pode sobrecarregar o coração e favorecer o aumento da pressão arterial; saiba qual

atualizado

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Hábitos e coração
1 de 1 Hábitos e coração - Foto: Getty Images

Dormir tarde, rolar o feed antes de deitar ou até ignorar o cansaço podem parecer hábitos inofensivos no fim do dia. Contudo, quando se trata da saúde do coração, a rotina noturna merece atenção — e o principal “vilão” pode estar justamente na qualidade do sono.

Em entrevista à coluna Claudia Meireles, o cardiologista Ricardo Cals explica como atitudes que dificultam a mente de “desligar” pode estar diretamente ligada a impactos importantes no organismo.

Foto de mulher sem sono, deitada com mão no rosto - Suplementos pré-treino podem prejudicar o sono de jovens, diz estudo - Metrópoles.
Sono ruim pode afetar imunidade e aumentar risco de doenças cardíacas
“Sem dúvidas o pior hábito noturno para o sistema cardiovascular é a privação do sono, ou seja, dormir pouco ou não dormir durante a noite. A qualidade do descanso é importante pois ajuda na parte da limpeza cerebral e na retirada de metabólitos pelo sistema linfático”, enfatiza o especialista.

Além disso, Ricardo Cals reforça que o sono ainda auxilia na  consolidação da memória e em uma melhora significativa dos parâmetros de saúde mental. “Manter a qualidade do sono ajuda a diminuir o estresse e também favorece a reparação dos tecidos”, garante.

Entenda como uma noite mal dormida pode sobrecarregar a saúde do coração

Ricardo Cals também chama a atenção aos processos fundamentais para o equilíbrio do organismo durante a noite. Segundo ele, quando o ciclo do sono é interrompido, os efeitos vão além do cansaço e passam a afetar diretamente o sistema cardiovascular.

“É consenso que a falta de sono aumenta o risco de hipertensão, eleva o estresse oxidativo e ativa o sistema nervoso simpático, com maior liberação de adrenalina. Isso pode levar a taquicardias e arritmias”, alerta Ricardo Cals.
Monitoramento da pressão arterial. Metrópoles
A pressão alta acontece devido a uma combinação de fatores genéticos e estilo de vida, incluindo obesidade, sedentarismo, rotinas alimentares pouco saudáveis, tabagismo, além do excesso de álcool e estresse

Além da quantidade de horas dormidas, alguns hábitos comuns na hora de deitar também prejudicam, e muito, os marcadores de saúde. “O uso de telas antes de deitar, priorizar refeições pesadas, consumo de estimulantes — como o café —, interferem na produção de hormônios importantes, como a melatonina e o cortisol“, aponta.

Medidas essenciais

Para reverter esse quadro, pequenos ajustes já fazem a  diferença. Entre eles, criar uma rotina de higiene do sono, evitar estímulos antes de dormir e respeitar os horários naturais do corpo fazem parte das estratégias importantes para melhorar a qualidade do descanso.

Dormir por volta das 22h ou 23h ajuda a aproveitar o pico de melatonina, que é essencial para um sono reparador e para a redução do estresse oxidativo. Além disso, atividades físicas vigorosas ou relaxantes à noite contribuem para um sono mais profundo e restaurador. Essas mudanças são essenciais para ajudar a diminuir a pressão arterial, a inflamação sistêmica e outros complicadores”, orienta Ricardo Cals.
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Atividades relaxantes favorem o descanso noturno
Banhos relaxantes também podem ajudar a dormir melhor
Dormir por volta das 22h ou 23h ajuda a aproveitar o pico de melatonina, que é essencial para um sono reparador
O uso de telas ao deitar prejudica severamente a qualidade e duração do sono
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O uso de telas ao deitar prejudica severamente a qualidade e duração do sono

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Atividades relaxantes favorem o descanso noturno
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Atividades relaxantes favorem o descanso noturno

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Banhos relaxantes também podem ajudar a dormir melhor
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Banhos relaxantes também podem ajudar a dormir melhor

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Dormir por volta das 22h ou 23h ajuda a aproveitar o pico de melatonina, que é essencial para um sono reparador
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Dormir por volta das 22h ou 23h ajuda a aproveitar o pico de melatonina, que é essencial para um sono reparador

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