2º dia do Metrópoles Fashion e Design propõe debates e experiências
Com oficinas, rodas de conversa e exibições culturais, o 2º dia de Metrópoles Fashion e Design exaltou a produção cultural e criativa do DF

O segundo dia do Metrópoles Fashion e Design (MFD) transformou o Museu Nacional da República em um grande ponto de encontro para criativos, empreendedores e amantes da moda. Desde as primeiras horas da manhã, o público circulou entre os estandes das mais de 40 marcas participantes, além de desfrutar de uma programação dedicada à troca de conhecimento, experiências imersivas e manifestações culturais.
Idealizado por Ilca Maria Estevão, o evento reúne brechós, marcas autorais, designers independentes e iniciativas ligadas à economia circular, consolidando-se como uma das principais vitrines para a produção criativa do Distrito Federal.
Participando pela primeira vez do festival, o empresário Guilherme Januzzi, fundador da Nomã, destacou a importância de iniciativas que fortalecem o setor na capital.

“Brasília precisava de um evento voltado para a moda, que promovesse essa reestruturação do cenário e conectasse os profissionais da área. Todo mundo tem muito a ganhar com iniciativas como essa”, afirmou.
A marca criada por Guilherme aposta em tecidos tecnológicos e soluções sustentáveis voltadas ao cotidiano masculino, sempre com foco na valorização da produção local. Segundo Januzzi, parte significativa das peças é confeccionada na capital, contribuindo diretamente para o fortalecimento da cadeia produtiva brasiliense.
Oficinas despertam criatividade e aproximam públicos no Metrópoles Fashion e Design
Entre as atividades mais disputadas do dia estavam as oficinas criativas, que ensinaram técnicas como macramê, bordado em chita e grafite.
À frente da oficina de arte urbana, a artista visual Raissa Miah convidou os participantes a explorarem o universo do grafite sob uma ótica diferente. Além do manuseio de sprays, os participantes da oficina produziram stickers artesanais e discutiram as diferentes formas de intervenção urbana.

“Trouxe um pouco da minha vivência para que eles pensassem também em outras formas de intervenção urbana, não somente o grafite, mas com o grafite traz como essência. Por isso, além de aprender sobre o manuseio dos sprays, propus criar adesivos artesanais, trazendo um pouco dessa vivência da arte urbana para outra superfície”, destacou.
Para Raíssa, a presença da arte urbana em um evento como o Metrópoles Fashion e Design contribui para aproximar a produção cultural das regiões administrativas do centro da cidade. O resultado pôde ser visto na diversidade do público presente na oficina, que reuniu jovens, adultos e idosos.
Entre os participantes estava Pamela Sousa, que foi à oficina ao lado da amiga, Guinnifer Santana. A jovem buscava aprender técnicas de grafite e saiu da atividade com novas referências criativas.

“Aprendi sobre o uso dos sprays e os diferentes bicos e técnicas, o que faz toda a diferença para quem faz grafite”, contou.
Veterana no festival, Raíssa destaca que a troca é mútua. “Eu volto para casa cheia de referências, porque aqui temos contato com moda, arte, design e diferentes universos criativos”, ressaltou.
Debates sobre consumo, sustentabilidade e tecnologia
As rodas de conversa também movimentaram a programação do Metrópoles Fashion e Design dessa quinta-feira (11/6). Os encontros abordaram temas como cultura urbana, mercado criativo, sustentabilidade, produção têxtil e os impactos da inteligência artificial nos setores da moda e do design.
Responsável pela mediação dos debates, Rafaella Lacerda explicou que a curadoria foi construída para conectar diferentes áreas da economia criativa e estimular reflexões sobre os desafios, inovações e oportunidades do mercado local.
“Brasília carrega uma característica muito particular. Como não temos uma grande indústria instalada, acabamos desenvolvendo soluções criativas a partir dos recursos disponíveis por aqui. Eventos como este mostram a potência criativa da cidade e aproximam pessoas e marcas que muitas vezes nem sabiam que faziam parte disso”, observou.
Presente em diferentes frentes do festival, o estilista Romildo Nascimento também participou das discussões. Finalista do Desafio Metrópoles Fashion e Design 2026, ele aproveitou o evento para expor suas criações e reforçou a importância da iniciativa para o setor.

“Essa é uma iniciativa muito importante, porque tem mais de 40 marcas locais mostrando o potencial da economia criativa do DF e de diversos segmentos, não só roupas, mas calçados, brechó, as multimarcas, além de uma série de atividades”, lembrou.
Música, futebol e clima junino
Ao longo da tarde, a área externa do Museu Nacional ganhou clima de torcida com a transmissão da partida entre México e África do Sul pela abertura da Copa do Mundo de 2026. Telões, food trucks e drinks completaram a experiência do público diverso que ocupou o local.
Já a noite, a programação musical tomou conta do espaço com apresentações do Disco n’Funk e Lambada da Serpente. Em clima de festa junina, a quadrilha Oxente Vixe animou os visitantes, seguida pelos shows da Fulô do Cerrado e do Forró de Vitrola.
Combinando moda, arte, música e conhecimento, o segundo dia do Metrópoles Fashion & Design reforçou o papel do festival idealizado por Ilca Maria Estavam como um dos principais encontros culturais da agenda brasiliense.
Veja os highlights do 2º dia de Metrópoles Fashion e Design:
Confira como foi o segundo dia de Metrópoles Fashion e Design pela lentes de Gustavo Lucena:










































































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