Centro Cultural TCU mergulha nas raízes das festas populares em mostra
Com obras de diferentes linguagens e regiões do país, a expo Festa de Luz destaca as tradições juninas como fonte de identidade e inspiração

O Centro Cultural do Tribunal de Contas da União (TCU) abriu oficialmente, nessa terça-feira (9/6), a exposição Festa de Luz: as festas populares e a arte brasileira, uma imersão nas tradições juninas e em sua influência sobre a produção artística brasileira. Com curadoria de Marcus de Lontra Costa e Rafael Fortes Peixoto, a mostra reúne obras que evidenciam como as manifestações populares inspiram artistas de diferentes regiões do país.
Por meio de esculturas, cerâmicas, xilogravuras, fotografias e instalações interativas, a exposição apresenta elementos simbólicos das festas juninas — como balões, fogueiras, bandeirinhas e referências ao cangaço — como matrizes criativas da arte nacional.


Segundo a diretora-geral do Instituto Serzedello Corrêa, Ana Cristina Siqueira Novais, a mostra convida o público a reconhecer a riqueza e a diversidade que compõem a formação cultural brasileira.
“O acervo que temos aqui nos oferece a oportunidade rara de apreciar essas celebrações sob o olhar de grandes mestres da arte brasileira. Mais do que reunir obras de relevância artística, a exposição nos convida a refletir sobre como as expressões populares preservam a memória, fortalecem identidades e aproximam diferentes gerações por meio de experiências compartilhadas”, destacou Ana Cristina durante a abertura.
Autoridades e convidados prestigiam inauguração
As presenças na recepção de abertura foram pensadas pela profissional de relações públicas Cláudia Salomão, que reuniu autoridades, influenciadores e nomes da sociedade brasiliense.
Entre os presentes, estavam o presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), ministro Vital do Rêgo, acompanhado de Vilauba do Rêgo; a diretora-geral do Instituto Serzedello Corrêa, Ana Cristina Siqueira Novais; a procuradora-geral do Ministério Público junto ao TCU, Cristina Machado da Costa e Silva; o subprocurador-geral junto ao TCU Paulo Soares Bugarin; o procurador Rodrigo Medeiros; e o ministro decano do TCU, Alencar Rodrigues.

Para o ministro Vital do Rêgo, a exposição ganha significado especial por coincidir com o período das celebrações de Santo Antônio, São João e São Pedro, tradições profundamente ligadas à cultura nordestina.
“Casamos este momento com a oportunidade de dar ainda mais emoção a cada obra e a cada expressão artística feitas pelas mãos genuínas, divinas, desses artistas”, afirmou em discurso o presidente do TCU, que também manifestou expectativa de recorde de visitantes.

Um olhar sobre a identidade cultural brasileira
Ao apresentar as festas juninas como espaços de resistência cultural, pertencimento e construção de identidades, a exposição destaca essas celebrações como uma das mais importantes fontes de inspiração da criatividade brasileira.
Marcus de Lontra Costa explica que a proposta da curadoria é aproximar tradição e contemporaneidade, evidenciando como esses festejos populares alimentam a produção artística nacional há décadas.
“É uma exposição para celebrar essa riqueza cultural brasileira. Falamos muito em diversidade, mas não existe nenhum lugar do mundo onde essa diversidade seja tão palpável quanto no nosso país, ela faz parte do nosso DNA. Por isso a mostra busca essa integração das artes: uma mostra diversificada, como é o povo brasileiro”, declarou à coluna Claudia Meireles.

Para Rafael Fortes Peixoto, as festas populares integram o conjunto de referências que ajudam a compreender a formação da identidade nacional. Por isso, a seleção reúne artistas de diferentes épocas e regiões.
“A ideia desta exposição é perceber justamente essas matrizes populares também como elementos que nos conectam como povo, como país, e que reforçam questões, como relativas à criação de identidades culturais, afetivas e processos de compreensão de cidadania, de pertencimento”, define Rafael.


A relação de Brasília com as festas juninas
Em um recorte voltado ao Distrito Federal, a diretora do Centro Cultural TCU, Elisa Bruno, destacou a forte presença das festas juninas na vida cultural da capital.
“Há quem fale que Brasília não tem muita identidade, mas é uma percepção interessante: Brasília gosta muito de festa junina. Ela começa em maio e termina em agosto. Quem mora em Brasília sabe disso. Então, a gente experimenta todas as comidas, as cores vibrantes, as músicas, as tradições populares. Essa é uma possibilidade de mostrar como Brasília tem suas tradições feitas, mesmo que elas tenham vindo de vários lugares e se fizeram uma composição”, defende Elisa em entrevista à coluna.
A diretora do Centro Cultural TCU ressalta ainda o potencial educativo da mostra, especialmente para crianças e estudantes, ao estimular reflexões sobre memória, pertencimento e diversidade cultural.


Experiência gastronômica
Se as obras da exposição transmitem as festas populares e a arte brasileira, os quitutes oferecidos no evento de abertura também traziam a assinatura da culinária verde-amarela. Entre as comidas típicas saboreadas e preparadas pelo Mangê Buffet, estiveram curau, pastel, churros, canjica, arroz carreteiro, espetinho de carne, caldo verde e cachorro-quente. Já Chico Nogueira embalou o evento com muita música.
Veja os highlights do evento pelo vídeo com captação de João Monteiro e Thamires Barreto, e edição de Ivan Lacombe:
Confira os cliques da noite pelo olhar da fotógrafa Nina Quintana:


















































Serviço
Buffet: Mangê Buffet
Música: Chico Nogueira
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