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Na medida

Além de emagrecer, o jejum intermitente melhora o sistema imunológico

Alguns dos nossos genes são modificados durante essa prática, podendo levar a adaptações no desenvolvimento cognitivo

18/01/2018 05:24, atualizado 18/01/2018 07:18
iStock
horário refeição jejum

Nos últimos anos, o jejum intermitente virou assunto em consultórios médicos. O método tem sido prescrito como uma estratégia eficaz para auxiliar no emagrecimento. Mas a técnica não é tão nova assim.

Os primeiros estudos sobre o tema surgiram em 1998, mas, somente em 2013, foram difundidos no mundo acadêmico. Convidei a nutricionista Marcela Castilho para falar sobre as pesquisas científicas e como aplicar essa estratégia no dia a dia.

O que é jejum intermitente?
A prática consiste em reduzir a ingestão de comida total ou parcialmente. Essa interrupção, entretanto, deve ser programada por um tempo determinado. Existem formas diferentes de aplicar o método, não há um padrão de protocolos a serem seguidos. Por isso, o planejamento deve ser individualizado e depende muito do paciente.

Como funciona?
Alguns dos nossos genes são modificados durante o jejum, podendo nos levar a adaptações tanto no desenvolvimento cognitivo quanto no estado de alerta. Entre as alterações metabólicas possíveis, estão controle de fome, saciedade, maior oxidação de gordura e diminuição de LDL colesterol. Essa adaptação do organismo a intervalos sem comida pode promover também uma melhora no reparo celular e na defesa, deixando as células mais eficientes e melhorando o sistema imunológico.

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A aplicação do jejum intermitente deve ser feita sob orientação profissional. Somente um especialista saberá dizer se você é apto ou não a realizar tal atividade, o tempo e o modo como deverá ser feito. O mais importante: verificar, por meio de exames laboratoriais, se há indicação para isso.