Dicas de exercícios e alimentação para viver uma vida saudável e sem neura

Afinal, comer fruta engorda?

Interpretações apressadas sobre estudos têm demonizado o consumo de maçãs, bananas, uvas, etc.

atualizado 21/12/2017 20:52

Nos últimos cinco anos, tem ocorrido uma demonização do consumo de frutas em função da má interpretação de estudos científicos. O infame dizer “fruta engorda” e alegações sobre os riscos do aumento de ácido úrico, triglicerídeos e doenças cardiovasculares são algumas das conclusões apressadas.

Quem nos esclarece essa questão é o nutricionista Felipe Nassau. Segundo ele, há trabalhos mostrando que a frutose, uma das formas de carboidrato presente nas frutas, pode aumentar a produção de ácido úrico, resultando em inflamação e pressão arterial. Como não pode ser estocada, ela eleva a produção de triglicerídeos, causando ganho de gordura, risco cardiovascular e resistência à insulina.

“Mas é importante ter cuidado com estudos que analisam reações bioquímicas isoladas antes de transpor para um contexto real de consumo de frutas”, adverte o profissional.

Os estudos que apontam maior risco para obesidade e doenças metabólicas relacionam tais casos ao aumento do consumo de açúcar e xarope de frutose.

O açúcar comum (sacarose) é composto por uma união da glicose com a frutose. O xarope de frutose é a opção mais usada pela indústria alimentícia, por ser mais doce e fornecer consistência mais agradável ao paladar.

 

Então, bastaria reduzir drasticamente o consumo de açúcar, xarope de guaraná, bala, pirulito, torta alemã, biscoito, sorvete…e seguir sua vida tranquilamente comendo frutas.

Além de benefícios para o metabolismo, para o equilíbrio intestinal e na utilização de carboidratos pelo organismo, o consumo de frutas auxilia na fase final da eliminação de toxinas processadas no fígado e encaminhadas ao intestino via sais biliares, um trajeto importante, também, para a subtração de colesterol.

Um estudo brasileiro de 2005 mostrou que o consumo maior de frutas está diretamente relacionado à menor ingestão de açúcares e gorduras. A prática também aumenta a percepção de saúde, reforçando comportamentos saudáveis, como evitar más escolhas e compulsão por doces.

“Não temos dados que justifiquem ter medo de consumir frutas. Elas sempre foram saudáveis. Basta ler artigos científicos de modo completo e ter muita cautela ao falar sobre o assunto”, avisa Felipe.

Para mais informações sobre o tema, confira esta aula no YouTube.

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