Veja as penas dos envolvidos no assassinato de Marielle e Anderson

A Primeira Turma do STF condenou os irmãos Brazão por mandar matar Marielle e Anderson, mas imputou a Rivaldo Barbosa crime de obstrução

atualizado

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A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou, nesta quarta-feira (25/2), cinco pessoas pela morte da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, em 2018, no Rio de Janeiro.

Os irmãos Domingos Brazão e Chiquinho Brazão foram condenados como mandantes dos assassinatos. Os ministros ainda impuseram ao major Ronald e a Robson Calixto o crime de organização criminosa. O ex-chefe da Polícia Civil do Rio Rivaldo Barbosa foi absolvido da acusação de mandante, mas condenado por obstrução à justiça e corrupção passiva majorada.


Confira as penas:

  • Domingos Brazão, conselheiro do Tribunal de Contas do Rio de Janeiro — 76 anos e 3 meses, além de 200 dias-multa, em regime fechado.
  • Francisco Brazão (Chiquinho), ex-deputado federal — 76 anos e 3 meses, além de 200 dias-multa, em regime fechado.
  • Ronald Paulo de Alves Pereira, ex-major da Polícia Militar — 56 anos de reclusão, em regime fechado.
  • Rivaldo Barbosa, ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro — 18 anos de reclusão e 360 dias-multa, regime fechado.
  • Robson Calixto Fonseca, o Peixe — 9 anos de reclusão e 200 dias-multa, em regime fechado.

Veja como os ministros condenaram cada um dos acusados pela PGR:

Domingos Brazão, conselheiro do Tribunal de Contas do Rio de Janeiro — condenado por organização criminosa armada, duplo homicídio qualificado e tentativa de homicídio qualificado.
Francisco Brazão (Chiquinho), ex-deputado federal — condenado por organização criminosa armada, duplo homicídio qualificado e tentativa de homicídio qualificado.
Ronald Paulo de Alves Pereira, ex-major da Polícia Militar— condenado por duplo homicídio qualificado e tentativa de homicídio qualificado.
Rivaldo Barbosa, ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro — absolvido dos homicídios, mas condenado por obstrução à justiça e corrupção passiva majorada.
Robson Calixto Fonseca, o Peixe, ex-assessor de Domingos Brazão — organização criminosa armada.

Os quatro ministros da Primeira Turma: Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Flávio Dino votaram para concordar parcialmente com as acusações feitas pela Procuradoria-Geral da República (PGR). A única divergência foi com relação a Rivaldo Barbosa.

Indenizações

Os magistrados também definiram indenizações, no valor total de R$ 7 milhões. Sendo R$ 1 milhão em favor de Fernanda Gonçalves Chaves, sobrevivente do ataque, e da filha dela. Além disso, os ministros definiram R$ 3 milhões em relação a Marielle, sendo R$ 750 mil ao pai, R$ 750 mil à mãe, R$ 750 mil à filha e R$ 750 mil à viúva de Marielle.

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Ministra Anielle Franco e o pai, Antônio
Ministra Anielle Franco, irmã de Marielle, acompanha julgamento de Marielle Franco no STF
STF subsititui Poderes, diz Aldo Rebelo
Ministro Flávio Dino
Ministro Alexandre de Moraes em julgamento do caso Marielle no STF
Julgamento do Caso Marielle na Primeira Turma do STF
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Ministra Anielle Franco, irmã de Marielle, acompanha julgamento de Marielle Franco no STF
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Ministra Anielle Franco, irmã de Marielle, acompanha julgamento de Marielle Franco no STF

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STF subsititui Poderes, diz Aldo Rebelo
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STF subsititui Poderes, diz Aldo Rebelo

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Ministro Alexandre de Moraes em julgamento do caso Marielle no STF
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Ministro Cristiano Zanin
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Familiares de Marielle Franco na Primeira Turma do STF
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Familiares de Marielle Franco na Primeira Turma do STF

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Agatha Arnaus, viúva de Anderson Gomes
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Agatha Arnaus, viúva de Anderson Gomes

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Mônica Benício, viúva de Marielle Franco
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Mônica Benício, viúva de Marielle Franco

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Ministra Anielle Franco
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Ministra Anielle Franco

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Marinete Franco, mãe de Marielle
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Marinete Franco, mãe de Marielle

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No caso dos parentes de Anderson Gomes, são R$ 3 milhões, sendo R$ 1,5 milhão à esposa, Ágatha, e R$ 1,5 milhão ao filho, Arthur.

A Primeira Turma do STF decidiu, ainda, que todos os condenados se tornam inelegíveis. A partir do trânsito em julgado, todos os condenados estão suspensos dos direitos políticos até o término da pena. Além de estarem inelegíveis, não podem sequer votar.

Por fim, fica determinada a perda do posto, da patente ou da graduação do militar estadual como efeito secundário da condenação. Também está decretada a perda dos cargos públicos de todos os réus.

No caso de Domingos Brazão, ele perde a remuneração mensal de cerca de R$ 56 mil do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ). Até esta terça, ele ainda recebia o salário, mesmo após ser formalmente denunciado e preso preventivamente no processo que tramita no STF.

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