Quem são os deputados do PL condenados por desvio de emendas
STF condenou os deputados Josimar Maranhãozinho, Pastor Gil e o ex-deputado Bosco Costa por desvio de emendas parlamentares
atualizado
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Os parlamentares do Partido Liberal (PL) condenados nesta terça-feira (17/3) por corrupção passiva são:
- O deputado federal Josimar Cunha Rodrigues (PL-MA), conhecido como Josimar Maranhãozinho – condenado a 6 anos e 5 meses de reclusão, em regime semiaberto, além de 300 dias-multa de três salários mínimos;
- O deputado federal Gildenemir de Lima Sousa (PL-MA), o Pastor Gil – 5 anos e 6 meses de reclusão, em regime semiaberto, além de 100 dias-multa de um salário mínimo; e
- O ex-deputado federal João Bosco da Costa (PL-SE), o Bosco Costa – 5 anos de reclusão, em regime semiaberto, além de 100 dias-multa de três salários mínimos.
A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou os parlamentares pelo crime de corrupção passiva.
Os ministros consideraram suficiente provas de que os réus cobraram, entre janeiro e agosto de 2020, propina de R$ 1,6 milhão para desviar cerca de R$ 6,6 milhões em emendas parlamentares à prefeitura do município de São José de Ribamar (MA).
O colegiado, contudo, afastou a acusação de organização criminosa, por falta de provas.
Josimar Maranhãozinho
Josimar Cunha Rodrigues, ou Josimar Maranhãozinho (PL-MA), tem 49 anos, e é natural do Ceará. Ele é apontado pelo Ministério Público como líder do esquema de corrupção.
Josimar foi o terceiro deputado federal mais votado no Maranhão nas últimas eleições, eleito com 158.360 votos. Atualmente está licenciado do mandato.
Este é o segundo mandato dele como deputado federal, em 2018, pelo Partido da República (antigo nome do Partido Liberal, que mudou para o atual em 2019). À época, foi o deputado federal mais votado do Maranhão com mais de 195 mil votos.
Além de cargos federais, ele já havia sido deputado estadual pelo Maranhão entre 2015 e 2018, e prefeito do município de Maranhãozinho por dois mandatos seguidos, entre 2005 e 2012.

Pastor Gil
Gildenemir de Lima Sousa, conhecido como Pastor Gil (PL-MA), de 54 anos, é natural do Maranhão e cumpre seu segundo mandato consecutivo como deputado federal.
Segundo a PGR, ele seria o responsável por destinar os desvios de emendas conforme orientações de Josimar Maranhãozinho.
Pastor da Assembleia de Deus, Gil tem atuações focadas em pautas evangélicas, e se reelegeu nas últimas eleições com 69.530 votos.

Bosco Costa
João Bosco da Costa é conhecido como Bosco Costa, tem 75 anos e é natural de Sergipe. Com longa carreira política, já exerceu quatro mandatos de deputado federal pelo Sergipe e dois como deputado estadual.
Para a PGR, ele patrocinava valores altos de emendas para obter vantagens indevidas por meio de transfêrencias bancárias, inclusive para contas de familiares.

Além dos três parlamentares, a Primeira Turma do Supremo condenou outros quatros réus. São eles:
- João Batista Magalhães, assessor de Josimar Cunha Rodrigues, por corrupção passiva.
- Antônio José da Silva Rocha, apontado como operador, por corrupção passiva.
- Adonis Nunes Martins, operador, por corrupção passiva; e
- Abraão Nunes Martins Neto, operador, por corrupção passiva.
Estes quatro receberam a mesma pena: 5 anos de reclusão, em regime semiaberto, além de 30 dias-multa de um salário mínimo.
O filho de Bosco Costa, Thales Andrade Costa foi o único réu absolvido. Ele havia sido denunciado apenas pelo crime de organização criminosa, e o colegiado entendeu não haver provas suficientes para a condenação.
