PF mira desvio de R$ 16 milhões em tablets superfaturados na Bahia
De acordo com a PF, o esquema envolveu o uso de documentos falsificados em todas as fases da contratação

A Polícia Federal (PF) e a Controladoria-Geral da União (CGU) deflagraram, na manhã desta terça-feira (17/3), a Operação Nota de Conceito, que apura um esquema de fraude licitatória e desvio de recursos públicos na Prefeitura de Lauro de Freitas, na Região Metropolitana de Salvador (BA).
A investigação tem como foco um contrato firmado pela Secretaria Municipal de Educação (Semed) para a implementação de ensino remoto na rede pública, que previa, entre outros itens, o fornecimento de 21,3 mil tablets a estudantes.
São cumpridos seis mandados de busca e apreensão, além de medidas de sequestro de bens que podem chegar a R$ 26,5 milhões por investigado, nas cidades de Lauro de Freitas e Salvador.
Segundo a apuração, o processo licitatório teria sido montado para restringir a concorrência e favorecer previamente uma empresa.
Além disso, os investigadores identificaram a inclusão indevida de equipamentos e a adoção de valores acima dos preços de mercado, o que pode ter inflado artificialmente o contrato.
De acordo com a PF, o esquema envolveu o uso de documentos falsificados em todas as fases da contratação, incluindo a execução do contrato.
Entre no canal de WhatsApp da Coluna Mirelle PinheiroUm termo aditivo também teria sido assinado com base em cotações fraudadas, elevando ainda mais os valores pagos pelo município.
Execução irregular
Embora a empresa vencedora do certame tenha sede em Salvador, a execução dos serviços teria sido feita por uma empresa de Santa Catarina.
Ao todo, a prefeitura pagou cerca de R$ 16,4 milhões à empresa contratada.
Os investigados podem responder por fraude em licitação, peculato, corrupção ativa, lavagem de dinheiro e organização criminosa.





