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Política

Mourão admite alta no desmatamento, mas diz que "desde 2012" isso ocorre

Vice-presidente também admitiu prorrogar operação de Garantia da Lei e da Ordem até 2022

Repórter de Política10/08/2020 12:21, atualizado 10/08/2020 13:56
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Rafaela Felicciano/Metrópoles
Vice presidente Hamilton Mourão

O vice-presidente Hamilton Mourão (PRTB) reconheceu o aumento acentuado do desmatamento na Amazônia em 2019, ano em que o bioma também sofreu com queimadas.

Durante o II Encontro Ibero-Americano da Agenda de 2030 do Poder Judiciário, realizado por videoconferência nesta segunda-feira (10/8), Mourão citou dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e disse que devastação amazônica vem crescendo desde 2012.

“O diagnóstico dos problemas é conhecido. Não negamos nem escondemos informação sobre a gravidade da situação, mas também não aceitamos narrativas simplistas e enviesadas. Os dados do INPE não deixam dúvidas sobre a retomada do desmatamento a partir de 2012, com elevação acentuada no ano que passou. No entanto, as ações do Conselho já começam a mostrar resultados. Os dados do sistema Deter, do INPE, apontam para uma redução do desmatamento em julho deste ano, quando comparado com o mesmo período do ano passado”, disse o vice-presidente, que está à frente do Conselho Nacional da Amazônia Legal.

Segundo Mourão, os dados são preliminares, mas sinalizam para uma tendência de reversão do avanço do desmatamento ilegal na região. “O desmatamento ilegal é a face mais predatória de uma dinâmica desregulada de ocupação e exploração do território, um sistema que se formou ao longo das últimas décadas, em meio à impunidade, à pobreza e ao oportunismo”, afirmou.

O governo já tem tropas atuando na Amazônia desde maio, com a decretação de ato da Garantia da Lei e da Ordem (GLO). Denominada Operação Verde Brasil, a investida do governo visa combater crimes ambientais no bioma. A permanência dos militares está condicionada à redução dessas práticas ilegais, mas o governo já admite que pode manter a operação até o fim do mandato de Jair Bolsonaro (sem partido).

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Mourão, em visita ao Acre
Vice-presidente, general Mourão, passeando de bicicleta, próximo ao Palácio da Alvorada
Bolsonaro e Mourão em solenidade no Planalto
Vice-presidente Hamilton Mourão em evento no STF
Mourão ao lado de militares da ativa e da reserva
Vice-presidente da República, Hamilton Mourão (PRTB)
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Vice-presidente da República, Hamilton Mourão (PRTB)

arte: metrópoles
Mourão, em visita ao Acre
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Mourão, em visita ao Acre

Vice-presidente, general Mourão, passeando de bicicleta, próximo ao Palácio da Alvorada
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Vice-presidente, general Mourão, passeando de bicicleta, próximo ao Palácio da Alvorada

Hugo Barreto/Metrópoles
Bolsonaro e Mourão em solenidade no Planalto
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Bolsonaro e Mourão em solenidade no Planalto

Andre Borges/Esp. Metrópoles
Vice-presidente Hamilton Mourão em evento no STF
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Vice-presidente Hamilton Mourão em evento no STF

Rafaela Felicciano/Metrópoles
Mourão ao lado de militares da ativa e da reserva
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Mourão ao lado de militares da ativa e da reserva

FEPESIL/THENEWS2/ESTADÃO CONTEÚDO
O vice-presidente, general Mourão, recebe a mais alta patente da maçonaria
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O vice-presidente, general Mourão, recebe a mais alta patente da maçonaria

Divulgação

“Temos um planejamento pronto para manter a GLO até o fim do mandato presidencia, que se encerra em 31 de dez de 2022”, disse Mourão.

Bolsonaro demite diretor do Inpe

O ex-diretor do Inpe, Ricardo Galvão, protagonizou uma polêmica com o presidente da República, Jair Bolsonaro (PSL), sobre dados que mostram a alta do desmatamento da Amazônia. O órgão chefiado por Galvão foi acusado pelo governo de mentir sobre o levantamento e agir a serviço de alguma ONG.

Bolsonaro disse, na época, que as informações do órgão não correspondem à realidade e que o governo “não pode ter órgãos aparelhados com pessoas que têm fidelidade às ONGs (organizações não governamentais) internacionais”.

A divulgação de que o desmatamento na Amazônia brasileira aumentou 88% em 2019, em comparação com o ano anterior causou uma série de ataques entre o presidente e o diretor do Inpe, Ricardo Galvão, que disse, em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, que as acusações do governo são “conversa de botequim”.