Em 1º encontro pós-crise, Bolsonaro chama ministros do STF de “amigos”

Chefe do Executivo participou de primeira agenda com chefes do Judiciário e do Legislativo desde atos antidemocráticos de 7 de setembro

atualizado 20/10/2021 23:13

Bolsonaro, Fux e Pacheco durante Cerimônia de Sanção do Projeto de Lei que cria o Tribunal Regional Federal da 6ª Região 6Igo Estrela/Metrópoles

Em primeiro evento público com representantes do Supremo Tribunal Federal (STF) desde os atos de 7 de setembro, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) disse estar “entre amigos” do poder Judiciário.

A fala amena de Bolsonaro foi proferida na tarde desta quarta-feira (20/10), em cerimônia de sanção do Projeto de Lei que cria o Tribunal Regional Federal da 6º Região (TRF-6), no Palácio do Planalto. O TRF-6 vai atender Minas Gerais.

Estavam presentes na cerimônia os ministros do STF, Luiz Fux, que preside a Corte, e Kassio Nunes Marques. Além deles, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), e o presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Humberto Martins.

“É muito bom estar entre amigos e hoje uma parcela considerável desses amigos são do poder Judiciário. Vocês, sim, para nós representam em grande parte a nossa democracia, a nossa cidadania e a nossa liberdade. O Brasil precisa sim, de justiça. Esse novo TRF simboliza mais agilidade, nós precisamos disse”, afirmou Bolsonaro.

Na sequência, o mandatário cumprimentou Nunes Marques, o primeiro nome indicado por ele a uma vaga no STF, em 2020.

“Quero cumprimentar aqui também o ministro Kassio Nunes, o mais novo, está quase deixando de ser o mais novo ministro do Supremo Tribunal Federal. Toda renovação é bem-vinda, toda, em especial na política, sangue novo”, defendeu Bolsonaro.

O ex-advogado-geral da União André Mendonça foi indicado em 13 de julho para a segunda vaga aberta no Supremo durante a gestão Bolsonaro, após aposentadoria do ex-ministro Marco Aurélio Mello. Desde 19 de agosto, a indicação está na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa, onde não teve nem mesmo relator designado por Davi Alcolumbre (DEM-AP), presidente do colegiado.

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