Bolsonaro recua em ataques a Barroso e fala em normalidade na eleição

Presidente, porém, falou que não pode pairar sobre o pleito “o manto da suspeição”. Declarações foram dadas em cerimônia militar

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O presidente Bolsonaro coloca faixa da República em haste segurada por militar na cerimônia militar em comemoração ao Dia do Exército, marcando os 374 anos da instituição - Metrópoles
1 de 1 O presidente Bolsonaro coloca faixa da República em haste segurada por militar na cerimônia militar em comemoração ao Dia do Exército, marcando os 374 anos da instituição - Metrópoles - Foto: Gustavo Moreno/Metrópoles

Ao lado do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, o presidente da República, Jair Bolsonaro (PL), cumprimentou o ministro Luís Roberto Barroso, ex-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), por ter convidado as Forças Armadas a participar do pleito. Militares têm acompanhado o processo pré-eleitoral, como a abertura dos códigos-fontes das urnas eletrônicas.

A declaração, proferida em cerimônia referente ao Dia do Exército, realizada nesta terça-feira (19/4) em Brasília (DF), representa um recuo nas falas de Bolsonaro, que frequentemente faz críticas a Barroso e a outros ministros do TSE.

“Eu quero cumprimentar aqui o ministro Luís Barroso, que, enquanto presidente do Tribunal Superior Eleitoral, convidou as Forças Armadas. Repito: convidou as Forças Armadas a participar de todo o processo eleitoral. O que o povo quer é paz, tranquilidade, é trabalho, é poder viver em harmonia e trabalhar para que o seu país, de verdade, seja uma grande nação”, disse o mandatário nesta terça-feira (19/4).

A fala representa um recuo em relação a declarações recentes do chefe do Executivo federal. Em janeiro, ele disse que Barroso e o ministro Alexandre de Moraes, também do TSE, são defensores do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e ambos querem o petista de volta ao Palácio do Planalto.

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Jair Bolsonaro em evento das Forças Armadas
Forças Armadas mantêm escritórios nos EUA par compra de equipamentos militares
Cerimônia militar em comemoração ao Dia do Exército. A data marca os 374 anos da instituição.
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Bolsonaro conversa com o vice, general Hamilton Mourão.
O presidente Jair Bolsonaro
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O presidente Jair Bolsonaro

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Jair Bolsonaro em evento das Forças Armadas
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Jair Bolsonaro em evento das Forças Armadas

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Forças Armadas mantêm escritórios nos EUA par compra de equipamentos militares
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Forças Armadas mantêm escritórios nos EUA par compra de equipamentos militares

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Cerimônia militar em comemoração ao Dia do Exército. A data marca os 374 anos da instituição.
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Cerimônia militar em comemoração ao Dia do Exército. A data marca os 374 anos da instituição.

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Bolsonaro conversa com o vice, general Hamilton Mourão.
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Bolsonaro conversa com o vice, general Hamilton Mourão.

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Bolsonaro e o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luiz Fux.
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Bolsonaro e o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luiz Fux.

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Bolsonaro beija a filha Laura, aluna do Colégio Militar de Brasília (CMB), em cerimônia no Quartel-General do Exército.
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Bolsonaro beija a filha Laura, aluna do Colégio Militar de Brasília (CMB), em cerimônia no Quartel-General do Exército.

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A filha de Bolsonaro, Laura, de 11 anos.
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A filha de Bolsonaro, Laura, de 11 anos.

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“O papel das Forças Armadas todos conhecem. Não só nos momentos difíceis no tocante à esfera política, bem como em outros momentos também, elas sempre estiveram presentes”, continuou o presidente nesta terça.

Por fim, Bolsonaro disse que o povo brasileiro fará de tudo para garantir a liberdade e para que todos joguem “dentro das quatro linhas da Constituição”.

Manto da suspeição”

No mesmo discurso, o chefe do Executivo federal disse que não pode pairar sobre o pleito de outubro “o manto da suspeição”, e afirmou ter certeza de que as eleições seguirão “seu ritmo normal”.

“Não podemos jamais ter eleições no Brasil que sobre elas paire o manto da suspeição. E esse compromisso é de todos nós, presidentes dos Poderes, comandantes de forças aqui, obviamente, direcionado ao ministro da Defesa. Todos nós somos importantes, todos nós somos agentes desse processo. E eu tenho certeza que as eleições do corrente ano seguirão o seu ritmo normal.”

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A troca de farpas preocupa.  Em tentativa de minimizar os conflitos, o ministro Luiz Fux, inclusive, tentou realizar reunião entre os três Poderes. Contudo, logo voltou atrás e cancelou o encontro declarando que o presidente da República insiste em atacar integrantes do STF e colocar sob suspeição o processo eleitoral brasileiro
A declaração de Fux foi feita após Bolsonaro voltar a ameaçar a realização das eleições de 2022
“É uma resposta de um imbecil. Lamento falar isso para uma autoridade do STF. O que está em jogo é o nosso futuro e a nossa vida, não pode um homem querer decidir o futuro do Brasil na fraude”, disse o presidente
“Não tenho medo de eleições. Entrego a faixa para quem ganhar no voto auditável e confiável. Dessa forma, corremos o risco de não termos eleições no ano que vem”, declarou
Durante as lives semanais, o assunto é recorrente. Bolsonaro prometeu que apresentaria, em uma delas, prova de fraudes eleitorais que supostamente ocorreram em 2014. No entanto, acabou alegando que “não tem como comprovar que as eleições foram fraudadas” e, mesmo assim, prosseguiu atacando o sistema eleitoral
Desde eleito, o presidente Jair Bolsonaro (PL) tem travado grandes embates com a Justiça Eleitoral. Ele é, juntamente com aliados, uma das principais vozes no questionamento do processo brasileiro
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Desde eleito, o presidente Jair Bolsonaro (PL) tem travado grandes embates com a Justiça Eleitoral. Ele é, juntamente com aliados, uma das principais vozes no questionamento do processo brasileiro

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A troca de farpas preocupa.  Em tentativa de minimizar os conflitos, o ministro Luiz Fux, inclusive, tentou realizar reunião entre os três Poderes. Contudo, logo voltou atrás e cancelou o encontro declarando que o presidente da República insiste em atacar integrantes do STF e colocar sob suspeição o processo eleitoral brasileiro
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A troca de farpas preocupa. Em tentativa de minimizar os conflitos, o ministro Luiz Fux, inclusive, tentou realizar reunião entre os três Poderes. Contudo, logo voltou atrás e cancelou o encontro declarando que o presidente da República insiste em atacar integrantes do STF e colocar sob suspeição o processo eleitoral brasileiro

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A declaração de Fux foi feita após Bolsonaro voltar a ameaçar a realização das eleições de 2022
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A declaração de Fux foi feita após Bolsonaro voltar a ameaçar a realização das eleições de 2022

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“É uma resposta de um imbecil. Lamento falar isso para uma autoridade do STF. O que está em jogo é o nosso futuro e a nossa vida, não pode um homem querer decidir o futuro do Brasil na fraude”, disse o presidente
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“É uma resposta de um imbecil. Lamento falar isso para uma autoridade do STF. O que está em jogo é o nosso futuro e a nossa vida, não pode um homem querer decidir o futuro do Brasil na fraude”, disse o presidente

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“Não tenho medo de eleições. Entrego a faixa para quem ganhar no voto auditável e confiável. Dessa forma, corremos o risco de não termos eleições no ano que vem”, declarou
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“Não tenho medo de eleições. Entrego a faixa para quem ganhar no voto auditável e confiável. Dessa forma, corremos o risco de não termos eleições no ano que vem”, declarou

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Durante as lives semanais, o assunto é recorrente. Bolsonaro prometeu que apresentaria, em uma delas, prova de fraudes eleitorais que supostamente ocorreram em 2014. No entanto, acabou alegando que “não tem como comprovar que as eleições foram fraudadas” e, mesmo assim, prosseguiu atacando o sistema eleitoral
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Durante as lives semanais, o assunto é recorrente. Bolsonaro prometeu que apresentaria, em uma delas, prova de fraudes eleitorais que supostamente ocorreram em 2014. No entanto, acabou alegando que “não tem como comprovar que as eleições foram fraudadas” e, mesmo assim, prosseguiu atacando o sistema eleitoral

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Em resposta, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprovou, por unanimidade, portaria da Corregedoria-Geral da Justiça Eleitoral para a instauração de um inquérito administrativo contra Bolsonaro. Além disso, pediram ainda que o incluíssem em outro inquérito, o das fake news
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Em resposta, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprovou, por unanimidade, portaria da Corregedoria-Geral da Justiça Eleitoral para a instauração de um inquérito administrativo contra Bolsonaro. Além disso, pediram ainda que o incluíssem em outro inquérito, o das fake news

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Bolsonaro, por sua vez, criticou o inquérito e ameaçou o STF. “O meu jogo é dentro das quatro linhas, mas se sair das quatro linhas, sou obrigado a sair das quatro linhas. O Moraes, ele investiga, ele pune e ele prende. Se eu perder as eleições vou recorrer ao próprio TSE? Não tem cabimento”, afirmou em entrevista ao canal da Jovem Pan
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Bolsonaro, por sua vez, criticou o inquérito e ameaçou o STF. “O meu jogo é dentro das quatro linhas, mas se sair das quatro linhas, sou obrigado a sair das quatro linhas. O Moraes, ele investiga, ele pune e ele prende. Se eu perder as eleições vou recorrer ao próprio TSE? Não tem cabimento”, afirmou em entrevista ao canal da Jovem Pan

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Após a declaração de Bolsonaro, Alexandre de Moraes postou no twitter que “ameaças vazias e agressões covardes não afastarão o STF de exercer sua missão constitucional de defesa e manutenção da democracia e do Estado de direito”
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Após a declaração de Bolsonaro, Alexandre de Moraes postou no twitter que “ameaças vazias e agressões covardes não afastarão o STF de exercer sua missão constitucional de defesa e manutenção da democracia e do Estado de direito”

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Jair Bolsonaro reclamou da retirada de veículos blindados
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Jair Bolsonaro reclamou da retirada de veículos blindados

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Como consequência da ação, o TSE enviou ao STF uma notícia-crime contra o presidente
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Como consequência da ação, o TSE enviou ao STF uma notícia-crime contra o presidente

Vinícius Santa Rosa/Metrópoles
Recentemente, o conflito entre Jair e o TSE ganhou novos capítulos. Isso porque Bolsonaro passou a estimular um clima de disputa entre o TSE e as Forças Armadas
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Recentemente, o conflito entre Jair e o TSE ganhou novos capítulos. Isso porque Bolsonaro passou a estimular um clima de disputa entre o TSE e as Forças Armadas

Cleber Caetano/Presidência da República
Durante lives semanais, o chefe do Executivo federal acusou o TSE de “carimbar como confidenciais” sugestões dos militares para aprimorar a segurança das urnas eletrônicas e voltou a colocar em dúvida a segurança do sistema de contagem dos votos
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Durante lives semanais, o chefe do Executivo federal acusou o TSE de “carimbar como confidenciais” sugestões dos militares para aprimorar a segurança das urnas eletrônicas e voltou a colocar em dúvida a segurança do sistema de contagem dos votos

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