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São Paulo

“Mexeu com quem estava quieto”: autor usou 2 facas em ataque na Bombril

Testemunha afirmou que assassino repetia a frase a cada golpe contra uma das vítimas. Canivetes preto e verde foram apreendidos pela polícia

02/08/2026 15:58
Arte/Metrópoles
Arte gráfica com quatro homens

Claudio Henrique da Silva, de 33 anos, levou dois canivetes para a fábrica da Bombril e repetiu “vai mexer com quem está quieto!” enquanto esfaqueava um dos três colegas na manhã desse sábado (1º/8), em São Bernardo do Campo, no ABC, região metropolitana de São Paulo. As três vítimas morreram. Todos os envolvidos eram funcionários terceirizados.

A frase foi relatada à Polícia Civil por um funcionário que presenciou parte do ataque contra o operador de empilhadeira Douglas de Souza Vieira, de 39 anos. Segundo a testemunha, Claudio dizia as mesmas palavras a cada novo golpe.

Registros policiais indicam a apreensão de um canivete preto e outro verde com o autor do ataque. Depoimentos de testemunhas, obtidos pelo Metrópoles, não esclarecem em qual momento cada faca foi usada. Ele golpeou a vítimas até ficar exausto, como apurou a reportagem. Autor e vítimas eram funcionários terceirizados na empresa.

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Edvaldo tentou impedir violência e acabou também morto
Claudio Henrique da Silva matou colegas e depois se suicidou em delegacia
Douglas era casado e deixa filho e enteado
José Guilherme foi morto a facadas por colega no ABC
Trio morto a facadas trabalhava com autor do crime
Douglas era torcedor fanático do São Paulo
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Douglas era torcedor fanático do São Paulo

Arquivo Pessoal
Edvaldo tentou impedir violência e acabou também morto
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Edvaldo tentou impedir violência e acabou também morto

Reprodução/Redes Sociais
Claudio Henrique da Silva matou colegas e depois se suicidou em delegacia
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Claudio Henrique da Silva matou colegas e depois se suicidou em delegacia

Reprodução/Arquivo Pessoal
Douglas era casado e deixa filho e enteado
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Douglas era casado e deixa filho e enteado

Reprodução
José Guilherme foi morto a facadas por colega no ABC
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José Guilherme foi morto a facadas por colega no ABC

Reprodução/Redes Sociais
Trio morto a facadas trabalhava com autor do crime
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Trio morto a facadas trabalhava com autor do crime

Arte/Metrópoles
Viaturas policiais em frente ao 2º DP de São Bernardo, em Rudge Ramos
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Viaturas policiais em frente ao 2º DP de São Bernardo, em Rudge Ramos

Enzo Marcus/Metrópoles
Fábrica da Bombril em São Bernardo do Campo
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Fábrica da Bombril em São Bernardo do Campo

Imagem cedida ao Metrópoles/TV São Bernardo
Fábrica da Bombril em São Bernardo do Campo
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Fábrica da Bombril em São Bernardo do Campo

Imagem cedida ao Metrópoles pela TV São Bernardo
Unidade da Bombril na Via Anchieta, em São Bernardo do Campo
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Unidade da Bombril na Via Anchieta, em São Bernardo do Campo

Reprodução/Google Street View
“Mexeu com quem estava quieto”: autor usou 2 facas em ataque na Bombril - imagem 11
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Reprodução/Redes Sociais

Perseguição pelas escadas

O ataque ocorreu pouco antes das 6h, quando funcionários aguardavam o início do turno. Uma testemunha viu Claudio se aproximar de Douglas e, inicialmente, pensou que os dois trocavam socos.

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Ao perceber a faca e que começou a sangrar, Douglas tentou escapar. Desceu correndo uma escada, mas caiu antes de alcançar um local seguro. Claudio o alcançou e continuou golpeando-o “por um bom tempo”, conforme um dos relatos.

Outro funcionário afirmou ter visto Douglas no momento em que era golpeado pelas costas. Mesmo depois da queda da vítima, o agressor prosseguiu com as facadas e ainda chutou a cabeça do colega.

Além de dizer “vai mexer com quem está quieto”, Claudio teria repetido cerca de quatro vezes: “Vai tirar brincadeira comigo?”

Tentativa de intervenção

O supervisor Edvaldo Santos da Silva, de 44 anos, tentou interromper a violência. Ele jogou uma cadeira contra Claudio e ordenou que o agressor parasse, mas acabou atingido no lado esquerdo do peito.

O conferente José Guilherme Victoriano de Moura, de 54 anos, também foi morto. Policiais militares encontraram o corpo dele próximo a um banheiro. Edvaldo estava caído cerca de 10 metros à frente.

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Douglas foi localizado no corredor do andar inferior, onde havia sido alcançado durante a tentativa de fuga.

Após os assassinatos, Claudio permaneceu sentado, ainda segurando uma das facas. Inicialmente, recusou-se a entregá-la aos funcionários e afirmou que só faria isso à polícia. Quando os PMs chegaram, jogou a arma no chão e se rendeu.

Levado ao 2º Distrito Policial de São Bernardo do Campo, Claudio se matou na carceragem.

O que dizem as empresas

A assessoria de imprensa da Bombril confirmou as mortes e disse que o assassino era um colaborador terceirizado da empresa. “Ele foi preso após um surto dentro das instalações na fábrica de São Bernardo do Campo, em São Paulo, onde esfaqueou colegas de trabalho e vitimou fatalmente três pessoas”, informou.

“A companhia acionou os órgãos responsáveis, acompanha e colabora com as investigações. A Bombril repudia veementemente o ato, se solidariza com as famílias das vítimas e informa que está prestando a assistência necessária”, finaliza a nota da Bombril.

Em nota enviada ao Metrópoles, a TPC assumiu toda a responsabilidade pelo ocorrido e prestou solidariedade aos familiares das vítimas.

Além disso, afirmou que iniciou a apuração das circunstâncias do ocorrido e está colaborando com as autoridades competentes para o esclarecimento dos fatos.