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São Paulo

"Caladão" e vítima de bullying: quem era o autor de ataque na Bombril

Claudio Henrique da Silva matou três colegas de trabalho na Bombril a facadas na manhã deste sábado. Ele morreu na delegacia momentos depois

01/08/2026 15:37
Imagem cedida ao Metrópoles pela TV São Bernardo
Fábrica da Bombril em São Bernardo do Campo - Metrópoles

Claudio Henrique da Silva, de 33 anos, entrou na Bombril, empresa em que trabalhava como terceirizado há cerca de dois anos, e matou três colegas esfaqueados neste sábado (1°/8), em São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo. Ele chegou a ser detido e levado à delegacia, mas tirou a própria vida minutos depois de chegar à unidade policial.

O Metrópoles apurou com familiares do rapaz que Claudinho, como era conhecido, era “caladão”, de perfil tímido e sem muita interação social com a família. Ele morava junto com os pais, mas não dividia muito do próprio cotidiano. Ele também gostava de praticar esportes, como lutas e corrida.

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Claudio não tinha filhos e era solteiro.

Mortes na Bombril

As informações preliminares indicam que duas das vítimas faziam bullying com o suspeito, mas a motivação do crime ainda está sendo esclarecida. Ainda de acordo com a investigação, um terceiro colaborador teria sido morto pelo suspeito após tentar conter Cláudio.

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Inicialmente, a Bombril afirmou em nota que o colaborador estava em surto. Além disso, a empresa reforçou que os envolvidos são terceirizados contratados pela TPC, companhia especializada em operações e logísticas, e que prestavam serviços. Por fim, a Bombril afirmou que segue acompanhando os passos da terceirizada e prestando esclarecimentos às autoridades.

Em nota enviada ao Metrópoles, a TPC assumiu toda a responsabilidade pelo o ocorrido e prestou solidariedade aos familiares das vítimas. Além disso, afirmou que iniciou a apuração das circunstâncias do ocorrido e está colaborando com as autoridades competentes para o esclarecimento dos fatos.

O suspeito foi localizado ainda na cena do crime e foi levado pela Polícia Militar ao 2° Distrito Policial de São Bernardo do Campo. Na unidade policial, ele acabou tirando a própria vida.

A investigação apontou que Claudio estava de folga e que teria ido à empresa apenas para cometer o crime, mas os familiares dele afirmaram ao Metrópoles que o homem contou que iria trabalhar hoje. Claudio prestava serviços para a Bombril há cerca de dois anos.