Moro sobre indicação ao STF: “Perspectiva natural e interessante”

Ministro fez a declaração ao comentar a vaga que ficará em aberto no Supremo após a saída do ministro Celso de Mello em novembro deste ano

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atualizado 27/01/2020 19:12

Em entrevista ao programa Pânico, da Rádio Jovem Pan, nesta segunda-feira (27/01/2020), o ministro da Justiça e da Segurança Pública, Sergio Moro, afirmou, que uma eventual indicação sua, pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido), a uma cadeira no Supremo Tribunal Federal (STF) é uma “perspectiva natural e interessante” para a carreira de magistrado.

Moro fez a declaração ao comentar a vaga que ficará em aberto no Supremo após a saída do ministro Celso de Mello, que em novembro deste ano completa 75 anos e terá que deixar a toga.

O ex-juiz da Lava Jato reafirmou que não quer “discutir uma vaga quando ela não existe” e que qualquer decisão do presidente, que já colocou que quer um ministro “terrivelmente evangélico” no STF,  “será respeitada”.

Tatuar da testa
Na mesma entrevista, Moro repetiu que não irá concorrer à Presidência da República nas eleições de 2022. “Já falei um milhão de vezes. Vou tatuar na testa. Em 2022, o presidente [Bolsonaro] apontou que pretende a reeleição. Eu sou ministro do governo e vou apoiá-lo. Tem uma questão de lealdade de estar lá”, ressaltou, em entrevista ao programa Pânico, da Rádio Jovem Pan.

Moro também desconversou ao ser questionado se poderia ser vice na chapa do presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), na eleição de 2022.

O ex-juiz disse que essa é uma decisão de Bolsonaro e que o “ideal” é que o atual vice-presidente, Hamilton Mourão, continue no cargo no próximo pleito.

“Eu assumi o compromisso de fazer o trabalho de ministro. O que tenho na minha cabeça é o presente, não o futuro. O presidente Bolsonaro indicou que quer [se reeleger]. Ele tem um vice hoje, [por isso] não acho apropriada esse tipo de discussão. Quem vai decidir é o presidente. O ideal é que seja Mourão, um general renomado”, afirmou.

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