Generais do governo saem em defesa de Moro após vazamento de conversas

Ministro da Justiça e da Segurança Pública teria trocado informações com procuradores da Lava Jato

Michael Melo/MetrópolesMichael Melo/Metrópoles

atualizado 10/06/2019 18:27

Dois generais que integram o governo de Jair Bolsonaro (PSL) saíram em defesa do ministro da Justiça e da Segurança Pública, Sergio Moro, nesta segunda-feira (10/06/2019). O ex-juiz teve conversas à época da magistratura que indicam ter havido orientação no trabalho de procuradores da força-tarefa na operação Lava Jato. As trocas de mensagens foram publicadas pelo site The Intercept Brasil.

Ministro do Gabinete de Segurança Institucional, Augusto Heleno, divulgou uma nota em que afirma que se trata se uma tentativa de “macular” a imagem do colega, adjetivado como uma pessoa íntegra.

“Os diálogos e acusações divulgadas ratificam o trabalho honesto e imparcial dos que têm a lei a seu lado. O julgamento popular dará aos detratores a resposta que merecem. Brasil acima de tudo”, diz a mensagem.

Em evento de comemoração dos 20 anos do Ministério da Defesa, o titular da pasta, Fernando Azevedo e Silva, disse que ainda precisa se aprofundar sobre os fatos, mas destacou que Moro tem a confiança do governo. “Ele é um ministro, é um homem de muito respeito e do bem”, afirmou.

O presidente Bolsonaro esteve na cerimônia, no Clube Naval de Brasília, e não se pronunciou sobre o assunto.

Troca de mensagens
A publicação do Intercept apresentou mensagens privadas, gravações em áudio, fotos, vídeos e documentos judiciais que foram compartilhados entre o agora ministro da Justiça e o procurador Deltan Dallagnol, que estava à frente da força-tarefa da Lava Jato.

Procurado, Moro criticou a reportagem e lamentou “a falta de indicação de fonte de pessoa responsável pela invasão criminosa de celulares de procuradores. Assim como a postura do site, que não entrou em contato antes da publicação, contrariando regra básica do jornalismo”.

O ministro minimizou a denúncia e disse ainda que as mensagens trocadas não apresentam “qualquer anormalidade ou direcionamento da atuação enquanto magistrado”. Alegou, inclusive, que trechos foram retirados de contexto.

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