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Política

Para Marco Aurélio, Moro colocou em dúvida "equidistância" da Justiça

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) defendeu que a relação entre juiz e procurador seja transparente, mas evitou falar da Lava Jato

10/06/2019 08:37, atualizado 10/06/2019 11:28
STF/DIVULGAÇÃO
Ministro Marco Aurélio Mello

Após a divulgação da troca de mensagens entre o ex-juiz Sergio Moro e o procurador Deltan Dallagnol, o ministro do Supremo Tribunal Federal Marco Aurélio Mello ressaltou que a colaboração entre eles “coloca em dúvida a equidistância” entre os órgãos julgador e acusador. As informações são do jornal Folha de S.Paulo.

Para o ministro do STF, a relação de ambos deve ser tratada de forma transparente e com ampla publicidade. No entanto, o magistrado preferiu não comentar se o caso poderá influenciar de alguma forma ações da Operação Lava Jato.

O site The Intercept divulgou, nesse domingo (09/06/2019), uma série de reportagens expondo diálogos de Sergio Moro e Deltan Dallagnol.

A publicação apresentou mensagens privadas, gravações em áudio, fotos, vídeos e documentos judiciais que foram compartilhados entre o agora ministro da Justiça e o procurador. Essa situação, no entanto, seria questionável, pois no sistema acusatório no processo penal brasileiro o acusador e o julgador não podem se misturar.

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Procurado, Moro criticou a reportagem e lamentou “a falta de indicação de fonte de pessoa responsável pela invasão criminosa de celulares de procuradores. Assim como a postura do site, que não entrou em contato antes da publicação, contrariando regra básica do jornalismo”.

O ministro minimizou a denúncia e disse ainda que as mensagens trocadas não apresentam “qualquer anormalidade ou direcionamento da atuação enquanto magistrado”. Alegou, inclusive, que trechos foram retirados de contexto.

Para Marco Aurélio, Moro colocou em dúvida "equidistância" da Justiça