No Twitter, Bolsonaro culpa oposição de inviabilizar programas sociais

Segundo o presidente, obstrução incentivada pelo PT afetará aprovação de projeto que libera recursos para vários benefícios sociais

Rafaela Felicciano/MetrópolesRafaela Felicciano/Metrópoles

atualizado 09/06/2019 17:53

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) culpou a bancada de oposição a seu governo no Congresso Nacional por não conseguir aprovar um crédito extra de R$ 248 milhões, além de colocar em risco o pagamento de aposentadorias, Bolsa Família e Pronaf, por exemplo. O texto enviado aos parlamentares autoriza o Palácio do Planalto a descumprir a regra de ouro por meio da venda de títulos públicos para pagar despesas correntes no valor de R$ 248 bilhões. Neste domingo (09/06/2019), o chefe do Executivo federal publicou no Twitter crítica à postura dos adversários em obstruir a pauta.

“A oposição está trabalhando para inviabilizar o pagamento de beneficiários do Bolsa Família, idosos com deficiência, Plano Safra e PRONAF. Para alcançar seus objetivos, vale até prejudicar os mais pobres”, escreveu o mandatário da República, ao postar uma imagem do deputado federal Carlos Zaratinni, vice-líder do PT, afirmando que a obstrução adiou liberação de créditos.

Veja:

Ainda no sábado (08/06/2019), o presidente fez alerta no sentido de que se o PL não for aprovado, o governo terá de suspender o pagamento de benefícios a idosos e pessoas com deficiência já no próximo dia 25. “Nos meses seguintes faltarão recursos para aposentadorias, Bolsa Família, Pronaf, Plano Safra…”, acrescentou o titular do Palácio do Planalto. O governo precisa da autorização dos congressistas para realizar essas operações, já que, por lei, a União é impedida de contrair dívidas para pagar despesas correntes.

Prevista para ocorrer na semana que vem, a sessão na Comissão Mista – senadores e deputados federais – que vai deliberar sobre a liberação de crédito extra de R$ 248 bilhões para o governo foi adiada para a próxima terça-feira (11/06/2019), em meio ao impasse entre parlamentares do governo e da oposição a respeito da aprovação do recurso adicional.

SOBRE O AUTOR
Caio Barbieri

Cursou jornalismo no Centro Universitário de Brasília (UniCeub). Passou pelas redações do Correio Braziliense, Agência Brasil, Rádio Nacional e foi editor-adjunto da Tribuna do Brasil. Ocupou a assessoria especial no Ministério da Transparência e foi secretário-adjunto de Comunicação do GDF. Chefiou o relacionamento com a imprensa na Casa Civil, Vice-Governadoria, Secretaria de Habitação e na Secretaria de Turismo do DF. Fez consultoria para vários partidos, entidades sindicais e políticos da Câmara Legislativa e do Congresso Nacional. Assina a coluna Janela Indiscreta do Metrópoles e cobre os bastidores do poder em Brasília.

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