Advogado de hackers presos nega negociação de delação

Ariovaldo Moreira, que defende Gustavo Henrique e Suelen Oliveira, diz que clientes não têm participação direta no ataque a celulares

Hugo Barreto/MetrópolesHugo Barreto/Metrópoles

atualizado 25/07/2019 18:26

O advogado Ariovaldo Moreira, que defende o casal Gustavo Henrique Elias Santos e Suelen Oliveira, suspeitos de invasão a celulares de autoridades, afirmou, nesta quinta-feira (25/07/2019), que os seus clientes não estão negociando acordos de delação.

Gustavo e Suelen são dois dos quatro presos na terça-feira (23/07/2019) durante a Operação Spoofing, da Polícia Federal (PF).

“Não tem acordo de delação. Pelo menos por parte dos meus clientes não tem nenhuma possibilidade de delação”, disse. “Estou convicto da inocência do meu cliente. O pouco que sei do depoimento do Walter é que ele isenta qualquer pessoa aqui presa de responsabilidade.”

Segundo Moreira, os policiais chegaram a apresentar uma tela de computador com o nome de algumas pessoas que teriam sido alvo dos ataques. Gustavo, porém, teria dito, segundo o advogado, que só se lembra do nome de Sergio Moro. A resposta ocorreu ao ser questionado se sabia da invasão do celular do presidente Jair Bolsonaro.

Segundo Moreira, Gustavo não sabia que Walter Delgatti Neto, o “Vermelho”, teria repassado as informações hackeadas ao site The Intercept Brasil. E afirmou que “não há nada oficial” sobre os supostos problemas psiquiátricos de Delgatti.

Quem afirmou que “Vermelho” precisava de remédios controlados foi o próprio advogado do hacker preso, Luiz Gustavo Delgado, na quarta-feira (24/07/2019). “Conversei com ele. Ele tem problemas psiquiátricos. Está atordoado”, disse Delgado ao sair de uma conversa com o cliente na Superintendência da PF em Brasília.

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