Bolsonaro hackeado: “Não vão encontrar nada que comprometa”

Ministério da Justiça informou nesta quinta-feira (25/07/2019) que dois celulares do presidente foram invadidos

Presidente Jair Bolsonaro conversa ao celular no planaltoHugo Barreto/Metrópoles

atualizado 25/07/2019 12:35

Após ter dois celulares invadidos, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) afirmou que os hackers “perderam tempo”. O comentário foi feito durante agenda em Manaus (AM), na manhã desta quinta-feira (25/07/2019).

A clonagem foi comunicada pela Polícia Federal ao Ministério da Justiça, que repassou a informação ao mandatário do país. Para Bolsonaro, o conteúdo dos aparelhos não compromete o governo. “Não estou nem um pouco preocupado se, porventura, algo vazar aqui do meu telefone. Não vão encontrar nada que comprometa”, afirmou.

“Eu achar que meu telefone não estava sendo monitorado por alguém seria muita infantilidade. Não apenas por eu ser capitão do Exército, conhecedor da questão da inteligência. Sempre tomei cuidado nas informações estratégicas, essas não são passadas via telefone”, explicou.

O chefe do Executivo também comentou o assunto nas redes sociais. Para o presidente da República, a invasão dos aparelhos é “um atentado grave contra o Brasil e as suas instituições”. E enfatizou: “Que sejam duramente punidos! O Brasil não é mais terra sem lei”.

Amazônia
Em visita a Manaus, nesta quinta-feira (25/07/2019), o presidente Jair Bolsonaro (PSL) exaltou a Amazônia e afirmou que a região é a “mais rica do planeta” e a “alma econômica” do país. O titular do Palácio do Planalto participou de evento no Colégio Militar na capital.

“A nossa Amazônia é a região mais rica do planeta terra e, se casarmos desenvolvimento com preservação ambiental, mais do que o coração do Brasil, seremos a alma econômica. Aqui tem tudo para levar o país ao lugar de destaque”, disse.

Segundo Bolsonaro, o investimento em turismo na região poderá elevar a economia local. “Temos biodiversidade, água potável, espaços vazios com áreas turísticas inimagináveis para elevar a economia da Amazônia”, comentou. Nesse contexto, o chefe do Executivo homenageou o militar Castello Branco, que criou, em 1977, a zona franca de Manaus.

Além disso, o mandatário da República afirmou que investir na educação é proporcionar meios aos educadores no sentido de ter liderança no ambiente escolar. “A educação liberta. Investir na educação não é somente dar recursos, como muitos dizem por aí. É dar meios para que o professor possa exercer autoridade em sala de aula e fazer com que os alunos aprendam. O exemplo disso está claro, em uma difícil olimpíada de matemática no Japão, vocês foram nossos heróis”, disse.

Para Bolsonaro, o estudo militar leva à “tranquilidade” de que crianças vão ocupar cargos políticos no futuro. O chefe de Estado agradeceu a parceria dos ministros e parlamentares. “Pela primeira vez, temos um presidente que está honrando o que prometeu durante a campanha, que é a paz, democracia, liberdade e prosperidade”, finalizou.

Tensão
O presidente desembarcou em Manaus em meio a um clima de tensão, após possível intervenção da Polícia Rodoviária Federal (PRF) em suposta manifestação que era organizada por docentes.

A suspeita de intimidação feita por policiais na sede do Sindicato dos Trabalhadores na Educação do Amazonas será investigada pelo Ministério Público Federal (MPF).

Ao descer na capital, Jair Bolsonaro publicou nas redes sociais que pousou “muito bem escoltado pela Força Aérea”.

Zona Franca
A expectativa é de que o presidente participe, junto com o ministro da Economia, Paulo Guedes, da reunião do Conselho de Administração da Zona Franca de Manaus nesta quinta-feira. O grupo estuda aprovar 87 projetos industriais com investimentos de US$ 651 milhões para os três primeiros anos do funcionamento da linha de produção.

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