PGR pede condenação de Eduardo Bolsonaro por coação e atuação nos EUA
STF analisa caso no qual Eduardo é acusado de tentar coagir a Justiça com o objetivo de interferir no julgamento de trama golpista

A Procuradoria-Geral da República (PGR) defendeu, nesta terça-feira (16/6), a condenação do ex-deputado Eduardo Bolsonaro pelo crime de coação no curso do processo da trama golpista.
Segundo a acusação, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro teria atuado junto a autoridades e parlamentares dos Estados Unidos para pressionar o governo norte-americano a adotar medidas contra ministros do STF e contra o próprio Brasil.
“A estratégia criminosa culminou em prejuízos concretos a diversos setores produtivos onerados pelas sobretarifas norte-americanas, alcançando, em última instância, trabalhadores vinculados a essas cadeias econômicas, completamente alheios aos processos penais atacados”, afirmou a PGR.
O julgamento teve início nesta tarde e é conduzido pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF).
Em março do ano passado, Eduardo Bolsonaro anunciou que iria se licenciar temporariamente do mandato parlamentar para morar nos EUA. Ele disse que o afastamento do país seria para “se dedicar integralmente e buscar as devidas sanções aos violadores de direitos humanos”.
No julgamento, o subprocurador-geral da República, Antônio Edílio Magalhães Teixeira, citou os vídeos publicados por Paulo Figueiredo, corréu no processo, com ameaças ao relator da trama golpista, o ministro Alexandre de Moraes.
Ele expõe que as publicações falam sobre os encontros de Eduardo Bolsonaro com integrantes do governo de Donald Trump para aplicar sanções ao magistrado.
Mas, para a PGR, ele é suspeito de estar no país norte-americano para articular retaliações contra o Brasil. Na denúncia enviada ao Supremo, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, afirma que a estratégia envolvia a criação de um clima de insegurança e ameaça, com a projeção de possíveis represálias estrangeiras contra autoridades brasileiras e o isolamento diplomático do país.
A defesa de Eduardo Bolsonaro será feita pela Defensoria Pública da União (DPU), pois o ex-deputado não contratou advogados para representá-lo no processo.

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