Quem são os ministros que vão julgar Eduardo Bolsonaro no STF
Eduardo Bolsonaro será representado pela Defensoria Pública da União (DPU) durante a sessão de julgamento em acusação contra ele por coação

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro será julgado, nesta terça-feira (16/6), pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF). Ele é acusado de coação no curso do processo relacionado à tentativa de golpe de Estado. Segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR), Eduardo articulou sanções ao Brasil junto aos Estados Unidos para tentar interferir no julgamento de Jair Bolsonaro (PL), em setembro de 2025.
A acusação será julgada pelos quatros ministros que integram a Primeira Turma do STF, em formação similar à que condenou integrantes de núcleos da trama golpista.
Relator do processo, o ministro Alexandre de Moraes integra o colegiado e, por isso, o caso será analisado pela Turma da qual faz parte. Além dele, participarão do julgamento:
- Cristiano Zanin;
- Cármen Lúcia; e
- Flávio Dino.
Rito
Como presidente do colegiado, Dino será responsável por conduzir os trabalhos da sessão. O rito do julgamento começa com a leitura do relatório por Alexandre de Moraes.
Entre no canal de WhatsApp da Coluna Manoela AlcântaraO ministro fará um resumo do caso, desde as investigações conduzidas pela Polícia Federal (PF) até a decisão que tornou o ex-deputado réu.
Em seguida, o representante do Ministério Público Federal (MPF) apresentará a acusação e os elementos que embasam o pedido de condenação, que deve seguir os mesmos fundamentos das alegações finais apresentadas pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet.
Eduardo está nos Estados Unidos e não constituiu defesa nos autos. Por isso, será representado pela Defensoria Pública da União (DPU). A sustentação oral ficará a cargo do defensor Esdras dos Santos Carvalho.
Ordem do julgamento
Somente após essas etapas os ministros começam a votar. Como relator, Moraes será o primeiro. Na sequência, votarão Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e o presidente da Turma, Flávio Dino.
Atualmente, a Primeira Turma conta com quatro integrantes. A quinta cadeira ficou vaga após a transferência de Luiz Fux para a Segunda Turma, em decorrência da aposentadoria do ministro Luís Roberto Barroso.
Caso haja maioria pela condenação, os ministros passarão à fase de dosimetria, quando definirão a pena a ser aplicada ao ex-parlamentar.
























